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Os mais famosos compositores da linha do tempo

LISZT, FRANZ (1811-1886)

Última modificação : Terça, 14 Junho 2016 15:19



HÚNGARO – ERA ROMÂNTICA – 749 OBRAS

 

Liszt pode ser considerado a figura central do movimento romântico. Ainda jovem, incendiou a Europa com seu assombroso talento ao piano. Aos poucos foi reconhecido como compositor, desenvolvendo o potencial do piano e o papel do pianista. Famoso tanto por sua vida quanto por sua música, trabalhou incansavelmente para promover a obra dos colegas, lecionando depois a gerações de pianistas e compositores.



Vida. Compositor húngaro, Ferencz (ou, em alemão: Franz) Liszt nasceu em Raiding em 22 de outubro de 1811 e morreu em Bayreuth em 31 de julho de 1886. Menino prodígio como pianista, fez sucesso pela primeira vez em Viena (1822). Em Paris ouviu Paganini, resolvendo tornar-se “o Paganini do piano”. Conseguiu ser o maior pianista do século XIX e, talvez, de todos os tempos. Recebido nos círculos aristocráticos, teve numerosos casos de amor. Amigo de Lamartine, Hugo, Georges Sand e Heine, familiarizou-se com o Romantismo.


Adepto do catolicismo democrático de Lamennais, pertencia depois à seita dos saint-simonistas, professando um socialismo religioso. Vivia em união livre com a condessa Marie d´Agoult com quem teve vários filhos, entre eles Cosima – mais tarde von Bülow e, depois, Cosima Wagner. Em 1844 separou-se da condessa e, no ponto mais alto de sua carreira de virtuose, renunciou ao piano, tocando daí em diante só para amigos. Foi nomeado diretor de ópera do teatro em Weimar, que por sua atividade se tornou um centro musical.


Ligou-se, em nova união livre, à princesa Caroline Sayn-Wittgenstein. Foi proclamado chefe do movimento musical neo-alemão (neu-deutsch), divulgando a música de R.Wagner. Aborrecido em Weimar com intrigas contra sua direção e separado da princesa por motivos religiosos, Liszt foi para Roma, recebendo as ordens menores (abbé Liszt) e gozando da proteção do papa Pio IX. Foi triunfalmente recebido em Budapest e festejado como compositor nacional da Hungria. Quando Cosima abandonou o marido, Hans von Bülow, para casar-se com Richard Wagner, Liszt desaprovou esse passo. Mais tarde, porém, reconciliou-se com a filha e o novo genro e passou a viver em Bayreuth, onde recebeu admiradores, visitantes e alunos do mundo inteiro. 


Nacionalidade. Liszt era húngaro por nascimento e pela fama das 19 Ungarische Rhapsodien (1846-1885) – Rapsódias Húngaras. Escritas para piano, são obras brilhantes e de alto virtuosismo pianístico. Devem sua popularidade à versão para orquestra: sobretudo a de nº2, em dó sustenido menor; a de nº15 (Marcha de Rakóczy), em lá menor, e a de nº19 (Carnaval de Pest), em mi bemol maior. Com essas obras, Liszt criou o nacionalismo musical de sua nação e tornou a música húngara conhecida no mundo inteiro.  Por mais estranho que possa parecer, Liszt não sabia a língua húngara: era de descendência alemã e foi criado nesse idioma. Mas enraizou-se totalmente na França e é, por alguns, considerado cidadão francês. 


Obras pianísticas. Dois concertos para piano e orquestra: em mi bemol maior (1849) e em lá maior (1839). Pequenas peças para piano solo: Annés de pélerinage (1839) – Anos de viagem; Harmonies poétiques et religieuses (1848) – Harmonias poéticas e religiosas; Légendes (1863) – Lendas; Grande Sonata em si menor (1853). 


Música vocalLieder e Oratório. Graner Festmesse (1855) – Missa Solene de Gran; Ungarische Krönungsmese (1867) – Missa de Coroação Húngara; Die Heilige Elisabeth (1862) – A Santa Elisabeth; Christus (1866). 


Música de Programa. Poemas Sinfônicos: Ce qu´on entend sur la montagne (1848) – O que se ouve na montanha; Lês Préludes (1854) – Os Prelúdios; Mazeppa (1854); Faust (1855); Dante (1856). 


Foi Liszt quem encarnou o protótipo do moderno pianista de concerto tocando de memória e fazendo os primeiros recitais solo – inclusive criando o termo. 




Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional