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Os mais famosos compositores da linha do tempo

Carl Philipp Emanuel Bach

Última modificação : Terça, 09 Janeiro 2018 15:03


 

 

Possivelmente o compositor mais importante de sua geração, C.P.E.Bach fez a ponte entre o estilo barroco de seu pai, J.S.Bach, e o estilo clássico de Haydn e Mozart. Expoente do empfindsamer Stil, estilo musical expressivo, também desenvolveu a sonata, sendo renomado tecladista e autor de "A verdadeira arte da execução do teclado", maior tratado sobre música do século XVIII.

 

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Segundo filho de J.S.Bach,  estudou com o pai até ser nomeado cravista da corte de Frederico II da Prússia. Embora mal remunerado, compôs, ensinou e se apresentou nas cortes de Berlim e Potsdam por cerca de dez anos, antes de substituir seu padrinho, Telemann, como Kantor e diretor musical em Hamburgo. As propostas então foram numerosas. C.P.E.Bach tornou-se responsável por 200 espetáculos por ano em cinco igrejas e começou a escrever música vocal não secular. A maior parte de suas obras é, porém, instrumental.

 

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Magnificat em Ré Maior, WQ125

 

 

C.P.E.Bach, o membro mais conhecido da família em sua época, foi muito respeitado, tanto por seu tratado - que resumia a filosofia e as práticas musicais no norte da Alemanha em meados do século XVIII -, quanto por sua música.

 

Suas sonatas para teclado (compôs c.150, bem como um número incontável de peças variadas) acima de tudo abriam novos horizontes no tratamento da forma e do material (por exemplo, em suas "reprises variadas" e seu tratamento dos motivos). Também escreveu  fantasias-improviso de intensa expressividade.

 

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Seis Sonatas Prussianas, WQ48

 

 

Suas sinfonias mostram estilo impetuoso e enérgico, preferido no norte da Alemanha, com pausas, modulações e mudanças de clima e de textura dramáticas. Normalmente os movimentos se seguem sem interrupção. Escreveu c.20.

 

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Sinfonia em Mi bemol Maior, WQ179

 

 

De concertos, existe o dobro (e ainda mais de sonatinas em forma de concertos), também em estilo vigoroso. Foram todos escritos para cravo, e alguns adaptados para outros instrumentos.

 

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Concerto para flauta em Sol Maior, WQ169

 

 

Suas obras de câmara são numerosas. Existem muitas canções, bem como obras corais de seus últimos anos, incluindo dois excelentes oratórios (Die israeliten in der Wüste, Die Auferstehung und Himmelfart Jesu), bem como Paixões e outras obras eclesiásticas que costumam incluir adaptações de sua própria música, ou da de outros compositores.

 

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Die israeliten in der Wüste

 



 

 

 

Fontes bibliográficas:

Dicionário Grove de Música, Edição Concisa, 1994 - Edição Língua Portuguesa, Jorhge Zahar Editor

Guia Ilustrado Zahar - Música Clássica, 5ª edição revista, 2014, Jorge Zahar Editor