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Notação Musical, Breve história da

Última modificação : Quinta, 11 Junho 2015 08:24



Notação musical é o nome genérico de qualquer sistema de escrita utilizado para representar graficamente uma peça musical, permitindo a um intérprete que a execute da maneira desejada pelo compositor ou arranjador. O sistema de notação mais usado atualmente é o sistema gráfico ocidental que utilizada símbolos grafados sobre uma pauta com cinco cinco linhas, chamada de pentagrama. Diversos outros sistemas de notação existem e muitos deles também são usados na música moderna. O elemento básico de qualquer sistema de notação musical é a notafigura musical – que representa um único som e suas características básicas são duração e altura. Os sistemas de notação também permitem representar diversas outras características, tais como: variações de intensidade, expressão ou técnicas de execução instrumental. 


CODEX CHIGI 

O Codex Chigi é um manuscrito musical oriundo de Flandres, escrito por volta de 1.500, possivelmente a pedido de Filipe I de Castela. Pertence à coleção da Biblioteca Apostólica do Vaticano, onde está catalogado como “Chigiana, C.VIII.234”. O Codex é notável não apenas por suas numerosas e vívidas miniaturas, mas também pela clareza de sua notação musical. Contém um catálogo quase completo da produção de missas de Johannes Ockeghem (c.1420-1487), compositor da escola franco-flamenga, e um grupo de missas sobre a melodia “L´homme Armé”, que foi extremamente popular na época e serviu de base para diversos arranjos por vários compositores. Algumas páginas com outras obras foram acrescentadas em épocas posteriores à sua primeira edição. 



Chigi codex

 

Página do Codex Chigi

Origem: http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Chigi_codex.jpg

Autor: http://en.wikipedia.org/wiki/User:Microtonal


ORIGEM: Os sistemas de notação musical existem há milhares de anos. Foram encontradas evidências arqueológicas de escrita musical praticadas no Egito e Mesopotâmia, por volta do terceiro milênio a.C. Outros povos desenvolveram sistemas de notação musical em épocas mais recentes. Os gregos utilizavam um sistema que consistia de símbolos e letras que representavam as notas, sobre o texto de uma canção. Um dos exemplos mais antigos deste tipo de escrita é o Epitáfio de Seikilos, encontrado em uma tumba na Turquia. Os gregos tinham, pelo menos, quatro sistemas derivados das letras do alfabeto. O conhecimento deste tipo de notação foi perdido juntamente com parte da cultura grega após a invasão romana.


O sistema moderno teve suas origens nos neumas – do latim: sinal ou curvado -, símbolos que representavam as notas musicais em peças vocais do canto gregoriano, por volta do século VIII. Inicialmente, os neumas e traços que representavam intervalos musicais e regras de expressão, eram posicionados sobre as sílabas do texto e serviam como um lembrete da forma de execução para os que já conheciam a música. No entanto, este sistema não permitia que pessoas que nunca a tivessem ouvido pudessem cantá-la, pois não era possível representar com precisão a altura e duração das notas. Para resolver este problema, as notas passaram a ser representadas com distâncias variáveis em relação a uma linha horizontal. Isto permitia representar a altura. Este sistema evoluiu até uma pauta de quatro linhas, com a utilização de claves que permitiam alterar a extensão das alturas representadas. Inicialmente, o sistema não continha símbolos de duração das notas, pois elas eram facilmente percebidas no texto a ser cantado. Por volta do século X, quatro figuras diferentes foram introduzidas para representar a duração relativa das notas. 


Grande parte do desenvolvimento da notação musical deriva do trabalho do monge beneditino Guido d´Arezzo (c.992-c.1050). Entre suas contribuições está o desenvolvimento da notação absoluta de alturas – onde cada figura musical ocupa uma posição na pauta. Além disso, foi o idealizador do solfejo, sistema de ensino musical que permite ao aluno cantar os nomes das notas. Para isso, criou os nomes pelos quais as notas são conhecidas até hoje: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, em substituição ao sistema de letras de A a G, que era usado até então. Os nomes das notas musicais foram tirados de um Hino a São João Batista, chamado Ut queant Laxis. Como Guido d´Arezzo escreveu o seu tratado em italiano, seus termos se popularizaram nessa língua. Nessa época o sistema tonal já estava desenvolvido e o sistema de notação em pentagramas tornou-se padrão para toda a música ocidental, mantendo-se até os dias de hoje. Esse sistema pode ser utilizado para música vocal ou instrumental, desde que seja utilizada a escala cromática de 12 semitons ou qualquer de seus subconjuntos, como as escalas diatônicas e pentatônicas. Com a utilização de alguns acidentes adicionais, notas em afinação microtonal também podem ser utilizadas. 


Fonte: Wikipaedia