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Os mais famosos compositores da linha do tempo

Monodia Acompanhada, Ópera, Oratório, Cantata e Música Instrumental

Última modificação : Quarta, 07 Agosto 2013 17:00


Por volta de 1600 surgiram as novas formas de Ópera, Oratório e Canzone instrumental (Sonata), especialmente na Itália, como conseqüência do desejo de tornar novamente viva a arte clássica dos Gregos (Renascença). Foi em 1594 que se apresentou a primeira Ópera (Dafne, de Jacopo Peri), seguida em 1600 pelo primeiro Oratório (Rappresentazione di Animo e di Carpo, de Emilio Cavalieri). Mais ou menos ao mesmo tempo, desenvolveu-se o Baixo Geral e apareceram os primeiros Concertos Sacros. Todas essas novas tendências inundam os diferentes países e o novo estilo, isto é, a Monodia Acompanhada, substitui em toda parte o estilo antigo, que só se conserva na Escola Romana a qual continuaria aderindo ao estilo A Capella.


Na Inglaterra e na Alemanha desenvolve-se ao mesmo tempo um novo elemento musical: a Música de Dança. Aparecem composições instrumentais, para uma pluralidade de vozes, e essas músicas de dança vem sendo reunidas, formando composições maiores, as chamadas Suítes. Essas, também denominadas Suítes de Variações, com 3, 5 ou mais movimentos, fundem-se com outra forma de composição muito desenvolvida na Itália: a Canzone Instrumental ou Sonata, também chamada de Sonata da Chiesa. Surge a Sonata de Câmara e a Suíte Orquestral, predecessora do Concerto Grosso (Coreli, Torelli), que formam a base da música orquestral de Bach e Haendel. Quando a ópera deixou de ser uma festividade exclusiva da corte, com a fundação do primeiro teatro para óperas em Veneza, 1637, o interesse do público foi atraído por ela, e depois das primeiras composições, bastantes sóbrias, apareceram as composições de Monteverdi, Cavalli e Cisti, que tornaram a ópera italiana famosa no estrangeiro, onde este novo gênero de música logo foi imitado. Com Alessandro Scarlatti começou a época do brilho máximo da ópera que conseguiu alterar por completo a fisionomia musical do mundo ocidental, visto que a música secular começou a dominar o interesse público, relegando para o segundo plano a música sacra.


Enquanto no século XVI a profissão de músico, com a exceção do organista, não gozava da apreciação social, tal atitude ia-se modificando, pouco a pouco, nos séculos seguintes. O violinista e o virtuose dos instrumentos de teclado (clavicímbalo, cravo) impuseram-se lentamente como elemento de destaque, passando a conquistar o apreço da sociedade.

 

Fonte: Dicionário Enciclopédico da Música e Músicos – Robert Fux