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Os mais famosos compositores da linha do tempo

Música na Idade Média

Última modificação : Terça, 08 Março 2016 15:48



O único monumento musical que sobreviveu dos primeiros séculos da Idade Média é o Canto Gregoriano (Cantochão), influenciado por sua vez pela música grega e pela música ritual dos judeus. É monódico, como toda a música da Antiguidade, e não conhece a harmonia, no sentido moderno da palavra. Distingue-se da música grega mais desenvolvida por duas características: é menos artificial e permite, pelos textos em que se baseia, o desenvolvimento de ritmos livres.


Dos modos antigos originam-se os Modos Eclesiásticos que se conservaram até hoje, no serviço litúrgico. No século IX começou um movimento de rejuvenescimento; as antigas melodias foram livremente modificadas, adaptando-se a elas novos textos. Assim nasceram as Seqüências. Datam da mesma época as primeiras tentativas de composições polifônicas, chamadas de Organum. As mesmo tempo foram feitas as primeiras tentativas de substituir os Neumas por uma escrita melhor que tornasse reconhecível a altura dos sons. Diversas experiências deram resultados apreciáveis, todos superados, contudo, pelo sistema de Guido d’ Arezzo (monge italiano, 992-1050), ainda hoje empregado em grande parte, o primeiro a se servir de um sistema de linhas (pauta) e claves.


Outra inovação de Guido d’Arezzo, talvez ainda mais importante, foi a introdução do método de Solmização (solfejo) que dominava a teoria musical até o século XVIII.

 

Fonte: Dicionário Enciclopédico da Música e Músicos – Robert Fux