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SONATA Nº14 EM DÓ SUSTENIDO MENOR, OP.27 Nº2 ”AO LUAR”

Última modificação : Sexta, 13 Fevereiro 2015 15:22


LUDWIG VAN BEETHOVEN (1770 – 1827)

ALEMÃO – ERA CLÁSSICA –398 OBRAS 


SONATA Nº14 EM DÓ SUSTENIDO MENOR, OP.27 Nº2 ”AO LUAR” 


A “Sonata para piano Quasi Una Fantasia em Dó Sustenido Menor, à Condessa Giulietta Guicciardi”, trazia esses dizeres quando publicada em 1802, sendo composta um ano antes. A expressão “quasi una fantasia” é autêntica, dada pelo próprio compositor, e a Guilietta foi um dos grandes amores não correspondidos de Beethoven.O título que a tornou uma das obras mais populares e conhecidas do repertório pianístico nos últimos duzentos anos, foi dado pelo poeta Ludwig Rallstab, que conhecia Beethoven e teve vários de seus poemas musicados por Franz Schubert. Rallstab, ao ouvir esta sonata, imaginou a luz da lua refletida no Lago Lucerne e alguém, solitário, na margem, abatido por um amor em ruínas. Daí o título, dado em 1836, vários anos após a morte de Beethoven: “Sonata ao Luar”.


O único comentário que Beethoven deixou sobre esta obra foi a recomendação para que ela fosse tocada com extrema delicadeza. Muito se falou e escreveu sobre a sonata cujo Adágio Sostenuto já foi arranjado de todas as maneiras. O compositor francês Hector Berlioz, por exemplo, com sua retórica derramada, escreveu que “o Adágio é um daqueles poemas que a linguagem humana não tem como qualificar”. Holz, contemporâneo de Beethoven, jurou ter ouvido do compositor que o Adágio foi improvisado ao lado do cadáver de um amigo.O que se tem de concreto, entretanto, é este “quasi una fantasia”, expressão com a qual Beethoven quis designar o admirável e sombrio primeiro movimento. “Fantasia” aparece igualmente como sinônimo de improviso – e esta é a essência desta sonata.O segundo movimento muda completamente de caráter. Um Allegretto, que Franz Liszt considerou “uma flor entre dois abismos”.O último movimento, Presto Agitato, tem o vigor que se encaixa na imagem de Beethoven, frenético e revolucionário, numa explosão de arpejos e acordes compulsivos. 


O que estará na mente de um homem que cria uma composição como esta? Talvez revolta. Ou paixão. Sabemos que Beethoven viveu tocado pela chama do amor e também pelo fervor dos ideais humanistas, mostrando-se frequentemente indignado com as injustiças do mundo. Nesse sentido, foi um romântico convencional, preocupado apenas com as suas próprias emoções. Ludwig van Beethoven empenhou-se na procura de um destino. Não para si próprio, mas para o mundo, escutando a voz da consciência e dos homens.


Vídeos:


Adagio Sostenuto

 

Allegretto

 

Presto Agitato