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Os mais famosos compositores da linha do tempo

AMARAL VIEIRA, JOSÉ CARLOS (1952)

Última modificação : Sexta, 15 Abril 2016 15:50


 
Pianista, compositor e musicólogo
 
Amaral Vieira_I
 
 
Nascido em São Paulo em 1952, Amaral Vieira é um dos mais bem sucedidos e versáteis músicos brasileiros.
 
Este grande êxito dentro da carreira artística deve-se à postura de seriedade de sua intensiva atividade musical, que lhe assegurou, no Brasil e Exterior, uma sólida posição como pianista, compositor, pedagogo e musicólogo.
 
Seus Mestres no Brasil foram: Souza Lima (piano) e Artur Hartmann (composição). Na França, estudou no Conservatório de Paris sob a orientação de Lucette Descaves (piano) e Olivier Messiaen (composição). Como bolsista do DAAD, diplomou-se pela Faculdade Superior de Música de Freiburg, onde estudou com Carl Seemann (piano) e Konrad Lechner (composição). Em seguida realizou, a convite do Conselho Britânico, em Londres, um estágio com o pianista Louis Kentner, que foi por sua vez discípulo de um ex-aluno de Liszt na Hungria.
 
Ao regressar ao Brasil em 1977, fixou residência em São Paulo e deu imediatamente início a um dos mais intensos trabalhos de divulgação pioneira dentro da música de concerto, com ênfase especial à apresentação de um repertório de grande responsabilidade e muitas vezes, ainda inédito em nosso país, como foi o caso da apresentação integral, pela primeira vez na América Latina, do Ciclo das 19 Rapsódias Húngaras de Franz Liszt, que Amaral Vieira realizou no Museu de Arte de São Paulo.
 
Suas gravações fonográficas contam atualmente com mais de 120 títulos e incluem obras dos mais diversos compositores, assim como o registro de suas próprias composições, que ultrapassam 500 obras, e têm sido gravadas por ele próprio e por outros artistas em vários países do mundo.
 
Amaral Vieira foi homenageado em 1984 com um Festival de 14 concertos, inteiramente dedicado às suas composições, e até o presente momento, foi distinguido com 12 significativos prêmios da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), sendo alguns deles, o de compositor da “Melhor Obra Vocal de 1992”, por sua “Fantasia Coral”, para mezzosoprano, piano, órgão, harpa, coro e duas banda sinfônicas, da “Melhor Obra Sinfônica de 1993” com “Sons Inovadores” para orquestra e “Melhor Obra Camerística de 1999” com seu quinteto “Fronteiras”.
 
Seus Prêmios internacionais incluem o Prêmio Internacional de Composição Arthur Honegger; o Grande Prêmio Internacional de Composição Fondation de France; o Prêmio Liszt 1986, outorgado pelo governo húngaro por ocasião do centenário de morte do compositor; o Prêmio Min-On da Honra Suprema, entregue a Amaral Vieira em 1992 no Japão, e pela primeira vez outorgado a um artista latino-americano; Prêmio SGI de Cultura do Japão recebido em fevereiro de 1993.
 
Paralelamente a estas múltiplas realizações, Amaral Vieira dedica grande parte de seu tempo ao trabalho de pesquisa musical, tendo fundado em 1990 o Arquivo de Música Sacra Brasileira “Furio Franceschini”, e ocupado, por votação unânime, a Presidência da Sociedade Brasileira de Musicologia, de 1993 a 1995. Devem-se a ele, entre outros menores, três grandes achados para a Musicologia: o quarto ato, até então desaparecido, (na versão de canto e piano) da ópera “A Louca” (1862) do compositor paulista Elias Álvares Lobo; o “Tratado de Contraponto e Composição” (1830) do compositor luso-brasileiro André da Silva Gomes; em novembro de 1995 descobriu uma composição inédita de Villa-Lobos, a Valsa Brilhante de 1904, para violão constando em catálogo das obras do mestre como “não localizada”. As três obras em manuscritos originais únicos.
 
O artista é ainda responsável, desde 1988, pelo programa de música sacra LAUDATE DOMINUM, transmitido todos os domingos, pela Rádio Cultura FM de São Paulo e que já apresentou aos ouvintes centenas de obras inéditas em nosso país. Este programa é apresentado também aos domingos na Rádio Sodré de Montevidéu (Uruguai).
 
 
Em 1992, a convite do Presidente da SGI, Amaral Vieira apresentou-se no Ikeda Auditorium da Universidade Soka, com a Orquestra Sinfônica Fuji, interpretando sua obra O Alvorecer do Século da Humanidade, com a presença de mais de cinco mil pessoas e transmissão ao vivo por TV para todo o Japão.
 
A convite do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, realizou uma extensa viagem de concertos por oito países da América Latina, apresentando-se com extraordinário sucesso na Colômbia, Equador, Peru, Chile, Paraguai, Uruguai, Argentina e Bolívia, recebendo sempre a mais calorosa acolhida por parte do público e críticos musicais.
 
Entre janeiro de 1994 e abril de 1995, Amaral Vieira realizou com o mais absoluto êxito tournées pelo Oriente Médio, Alemanha, Bélgica, Japão, China e Bolívia, além de apresentações no Brasil, num total de 85 concertos.
 
Em dezembro de 1995, quatro de suas obras sacras (Missa Pro Defunctis para coro a cappella, Requiem in Memoriam e Te Deum para coro e orquestra, e Stabat Mater para coro e cordas) foram gravadas pela Orquestra, Coro e Solistas da Eslováquia, e, em agosto de 1996, tiveram seu lançamento simultâneo em Cds: na Eslováquia pelo selo Slovart Music e no Brasil pelo selo Paulus.
 
Em 1996 Amaral Vieira foi agraciado com seis prêmios em reconhecimento ao seu trabalho:
 
Prêmio Ary Barroso, “Personalidade Artística de 1995”; Prêmio Ateneu Rotário de 1996, do Rotary Club de São Paulo; Prêmio “Homem do Ano 1996” atribuído pela Tertúlia Pensão Jundiaí; Prêmio de “Honra ao Mérito, Paz e Cultura”, atribuído pela Associação Brasil SGI; Prêmio “Taplow Court Culture Award”, da Inglaterra, pelo conjunto de seus trabalhos; Prêmio de “Melhor Obra Sinfônica de 1996” pela APCA para a sua Canção da Juventude opus 274, para orquestra.
 
Nesse mesmo ano realizou duas tournées no Japão (uma de fevereiro a maio, e outra de setembro a dezembro) quando fez 114 recitais por várias cidades daquele país e concertos com orquestra nas cidades principais, estes últimos, exclusivamente dedicados às suas obras orquestrais.
 
Em abril/maio de 96 foram gravadas no Japão as seguintes obras de Amaral Vieira: Sons Inovadores, opus 266 para orquestra, Alvorada de Esperança da Civilização Universal, opus 268 para piano, O Alvorecer do Século da Humanidade, opus 259 para piano e orquestra, Canção da Juventude, opus 274 para orquestra e Words of Encouragement, opus 267 para solistas vocais, coro misto, coro infantil, orquestra de cordas, piano, celesta harpa e percussão, com as quais saiu um compact disc “Vieira’s World” do selo Min-On.
 
No mês de junho/96 fez uma tournée pela Hungria e Romênia após o que foi convidado a integrar o Juri do 4º Concurso Internacional de Piano “Dinu Lipatti” na Romênia.
 
Em 1997 esteve em Portugal fazendo concertos e ministrando cursos de interpretação para pianistas, tendo sido convidado a fazer parte do Júri do Concurso Internacional do Porto em 1998. Em seguida viajou para a Eslováquia, onde duas de suas obras sacras (Te Deum in Stilo Barocco e Missa Choralis) foram gravadas pela Orquestra e Coro daquele país, estando o CD resultante desse registro, já disponível, na Europa, pela Slovart Records, e no Brasil, pela Paulus.
 
Em outubro do mesmo ano, seguiu para o Japão, para o lançamento de seu último CD “The Refined Timbre of the Historic Fortepiano” gravado em um Schweighofer de 1840, e onde foi homenageado com o “Soka University Award of Highest Honor” - Professor Emeritus, o mais alto prêmio daquela Universidade; na mesma viagem fez, com muito sucesso, concertos na China, onde foi convidado pela China Performing Arts Agency, a maior agência de concertos do mundo, a voltar em 1999 para uma grande tournée de concertos pelo país.
 
Um álbum com três Cds contendo interpretações do artista de obras de Liszt foi editado em setembro de 96 em Paris, pelo Selo SM International, com distribuição mundial.
 
Três Cds de Amaral Vieira, inteiramente dedicados a suas composições foram editados em 1997 nos Estados Unidos. Ainda em 97 Amaral Vieira teve suas obras para órgão gravadas nos Estados Unidos, pelo artista inglês Iain Quinn (“Obras Completas Para Órgão (1984/96)”).
 
Em 1998 o compositor tomou posse da Presidência da International Society for Contemporary Music, Brazilian Section, tendo terminado seu mandato em dezembro de 2002.
 
Sua Novelette para violino e piano foi, há dois anos, estreada e gravada em CD nos Estados Unidos pelo violinista turco Tuncay Yilmaz e pelo pianista norte-americano Robert Markham.
 
De 1999 a 2001 assumiu a Direção Artística do Festival Internacional São Bento de Órgão, realizado no Mosteiro de São Bento (SP) que trouxe ao Brasil organistas os mais famosos e recebeu uma média de público de 1.200 pessoas a cada recital.
 
Em janeiro de 2000 Amaral Vieira foi eleito para a Cadeira nº 39 (Patrono Luciano Gallet) da Academia Brasileira de Música, tendo sido à época o mais jovem Acadêmico dessa prestigiosa Instituição, criada por Villa-Lobos.
 
Em abril de 2001 assumiu a presidência da Fundação Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, cargo que ocupou por 8 anos.
 
Tendo completado em 2002 cinqüenta anos de idade, muitas foram as comemorações com execuções de suas obras durante o ano todo em várias cidades do Brasil e exterior.
 
Em março de 2003, recebeu, do Japão, o “Prêmio Arte da Soka Gakkai”, pelo conjunto de seu trabalho como compositor, pianista e divulgador da arte musical em todos os seus segmentos. Este prêmio foi instituído no início desse ano e Amaral Vieira é o primeiro artista estrangeiro a recebê-lo.
 
Fez parte do Júri do XIX Concurso Internacional de Piano de Epinal na França em 2003, 2007 e 2009, quando o presidiu.
 
Em 2003 várias de suas obras tiveram estréias aqui e no exterior, em concertos e/ou gravações, contando-se entre elas Ubi Caritas et Amor para coro, oboé e cordas, nos Estados Unidos e Cantata de Natal para solistas, coro, cravo e cordas em São Paulo.]
 
Um CD inteiramente dedicado a suas obras com a pianista Kazuko Kobayashi foi lançado no Japão em 2003.
 
Em fevereiro/março de 2005 esteve pela sétima vez no Japão, onde fez uma tournée de 15 concertos, e em 2008, mais uma tournée de 24 apresentações completando assim, somente naquele país, desde 1994, o espantoso número de 250 concertos em mais de 200 cidades. Na viagem de 2005 recebeu o Prêmio de “Embaixador Honorário da Música” da Universidade Soka dos Estados Unidos por sua importante e incessante contribuição para a Arte em nosso país e no mundo.
 
Em 2006 compôs o “Concerto Breve” opus 321, para piano e orquestra. A obra foi encomendada pelo “Projeto Guri” em comemoração aos 10 anos de sua existência e estreada em dezembro de 2006, na Sala São Paulo, pela Orquestra do Projeto Guri, tendo como solista o jovem pianista Fausto Ito sob a regência do Maestro John Neschling.
 
Também em 2006 Amaral Vieira compôs “Nouvelle Revolution Humaine - Movimentos Concertantes” opus 322, encomenda do Ensemble Poly-Sons da França. A composição foi estreada, com grande sucesso, em março de 2007 no Teatro Municipal de Epinal (França) pelo Ensemble Poly-Sons tendo o próprio autor ao piano sob a regência de Viviane Clasquin. O concerto foi inserido na semana em que aconteceu a 21ª edição do importante “Concurso Internacional de Piano de Epinal” do qual Amaral Vieira integrou o Júri, como único membro das Américas. 
 
Em 2008 recebeu o Prêmio “2008 Golden Laurel Award”, outorgado pela “The Delian Society” pelo conjunto de sua obra. É a primeira vez que esta distinção é conferida a um compositor brasileiro. O prêmio é concedido uma vez ao ano a um único compositor vivo do mundo inteiro, entre os indicados por membros da sociedade e, a escolha final, ratificada por uma comissão internacional.
 
Nos últimos anos suas obras têm sido editadas pela Ponteio Publishing de Nova York e pela LittleStar do Japão.
 
Amaral Vieira acaba de chegar de sua 9ª. tournée pela Japão (outubro e novembro), incluindo, desta vez também 4 concertos em Taiwan. Dois CDs, um no Japão e um em Taiwan foram lançados durante a tournée, com suas novas obras escritas para essa ocasião: Japanese Watercolors e Taiwanese Watercolors.
 
Em dezembro de 2010 foi apresentada, no Teatro do MASP (SP), a estréia mundial de sua “Cantata de Natal” opus 327 para solistas, coro a 4 vozes, dois pianos, saxofone, tímpanos e percussão.
 
Em abril de 2011 aconteceu a estréia mundial de sua mais recente obra “Missa Paschalis” opus 328 para coro a 4 vozes e orquestra, no Domingo de Páscoa, na Catedral da Sé de São Paulo.

 
 
 
Amaral Vieira é um artista credenciado pela mais prestigiosa marca de pianos do mundo, Steinway and Sons.

 
(Em Maio de 2011)
 
 
CATÁLOGO DE OBRAS DE AMARAL VIEIRA ATÉ 2010
 
 
 
BIOGRAFIA E FOTOS FORAM ENVIADAS AO CONCERTINO PELO COMPOSITOR.