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Os mais famosos compositores da linha do tempo

CERVO, DIMITRI (1968)

Última modificação : Terça, 17 Maio 2016 14:38



(SANTA MARIA, 19/02/1968)

BRASIL – MÚSICA CONTEMPORÂNEA


 

O jovem e inquietante compositor Dimitri Cervo (Santa Maria, 19/02/1968) é um dos mais destacados compositores brasileiros da atualidade, sendo considerado "a melhor revelação da música clássica gaúcha nas últimas décadas."

 

Nos anos de 2009 e 2010  teve cerca de 30 apresentações de suas obras orquestrais no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Aracajú, Curitiba, Porto Alegre, Campos do Jordão, Vitória, Niterói, e na Ásia, regidas por maestros como Guilherme Mannis, Wagner Polistchuk, Sammy Fuks, Isaac Karabtchevsky, Roberto Duarte, Ricardo Rocha, e Tiago Flores. Sua obra "Toronubá" foi apresentada no programa Criança Esperança 2009 da Rede Globo, pelo grupo PIAP e John Boudler, sendo a primeira inserção de música clássica brasileira na história desse programa. Em 2012 sua obra “Abertura Brasil 2012” foi estreada pela Orquestra Sinfônica Brasileira, sob a regência de Leandro Carvalho. Em 2013 seu “Concerto para Violino e Cordas” foi estreado por Emmanuele Baldini, e em 2014 teve encomendada pela Orquestra Petrobrás Sinfônica a “Abertura Rio 2014.”

 

Dimitri apresentou suas primeiras composições em público aos 14 anos. Realizou sua graduação em piano (UFRGS) com Dirce Knijnik, e realizou, com bolsa do Instituto Ítalo-Americano de Roma, os cursos de composição (com Franco Donatoni) e música para cinema (com Ennio Morricone), na Accademia Chigiana de Siena, Itália. De volta ao Brasil realizou diversos recitais com sua música de câmara e prosseguiu seus estudos em Salvador (UFBA), sendo bolsista da CAPES. A vivência destes anos em Salvador, em especial o contato com a percussão afro-brasileira e os rituais de candomblé, influenciou a rítmica aditiva de sua música.

 

Entre 1996 e 1998 viveu em Seattle, EUA, onde seu contato com o Minimalismo americano se intensificou. A partir de 1997 começou a desenvolver uma estética pessoal, fundindo elementos da música brasileira com aspectos do Minimalismo.

 

Nos 10 anos seguintes criou um conjunto de obras para diversas forças instrumentais, a Série Brasil 2000. Essas obras já receberam centenas de execuções no Brasil e no exterior. Atualmente sua estética tem se expandido, mantendo elementos já solidificados e abrindo-se para novos desenvolvimentos, como revela a nova Série Brasil 2010, composta por concertos para instrumentos solistas e orquestra de cordas, de câmara e sinfônica.

 

Sua discografia inclui um CD individual, Toronubá, pelo qual recebeu dois Prêmios Açorianos, de melhor CD e melhor compositor clássico, além de obras gravadas em diversos CDs de outros grupos e artistas. Começou a destacar-se em 1995, quando sua obra Abertura e Toccata recebeu o primeiro prêmio no Concurso de Obras Orquestrais do XV Festival de Londrina, tendo sido executada por cinco orquestras brasileiras.


Em Salvador estreou ao piano a sua Passacaglia Fantasia para piano e orquestra. Em Seattle (EUA), assinou contrato com a Freehand tornando-se um dos pioneiros na publicação de partituras em formato digital na Web. Sua Pequena Suíte Brasileira recebeu o prêmio do júri e do público no V Aliénor Compositon Competition, tendo sido gravada e publicada nos EUA. Em 2006 foi o compositor homenageado do 13º. Concurso de Piano do Conservatório de Ituiutaba-MG. Em 2008 estreou ao piano Uguabê, com a Orquestra de Câmara da ULBRA. Em 2009 foi contemplado com a Bolsa Funarte de Estímulo a Criação Artística, para a criação das primeiras obras da Série Brasil 2010, Concerto para Duas Flautas e Orquestra de Cordas e Concerto para Violão e Orquestra de Câmara, tendo regido a estreia dessas obras. Em maio de 2009 executou ao piano, com a Sinfônica de Sergipe, sua obra TORONUBÁ, no Teatro Guaíra de Curitiba.


Daquela cidade, a Sinfônica seguiu sua turnê nacional, apresentando Toronubá nas principais salas de concerto brasileiras. Assinou a trilha sonora do curta metragem Mapa-Múndi, premiado no 37º Festival de Cinema de Gramado. Em 2010 teve duas obras apresentadas no importante Festival Internacional de Campos do Jordão: a estreia mundial da Toccata Amazônica (versão orquestral) e Toronubá. Em 2010 realizou ao piano, com a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, a estreia da versão para grande orquestra de Toronubá, e teve estreada, sob a regência de Isaac Karabtchevsky, a obra BRASIL AMAZÔNICO PARA ORQUESTRA, execução que consumou a estreia da Série Brasil 2000 como um todo. Como compositor tem se apresentado ao piano com diversos grupos camerísticos e orquestras.

 

Suas obras têm sido executadas por diversas orquestras, solistas e regentes, tendo sido apresentadas em todos os estados brasileiros, e em países como Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Costa Rica, Portugal, França, Alemanha, Bulgária, Grécia, Suíça, Noruega, Israel, Sérvia e também na Ásia.

 



Fonte: Dimitri Cervo - site oficial

 

 

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