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Os mais famosos compositores da linha do tempo

GABRIELI, GIOVANNI (1554-1612)

Última modificação : Segunda, 10 Agosto 2015 16:38


 

ITALIANO – MÚSICA ANTIGA - C.250 OBRAS

(Veneza, 1555/1557 — Veneza, 12 de agosto de 1612)

 

Gabrieli e seu tio, Andrea, foram compositores prolíficos e inovadores do período final do Renascimento. As obras policorais para vozes e instrumentos de Gabrieli, sobretudo as destinadas para serviços religiosos, fazem uso de uma ampla variedade de texturas e efeitos acústicos. Embora grande parte de sua produção seja sacra e vocal, ele também compôs várias obras para teclado e madrigais.

 

 

Em sua juventude permaneceu por quatro anos na corte de Munique, em contato com Orlando di Lasso, mas em 1585, quando seu tio Andrea Gabrieli foi indicado organista da Basílica de São Marcos, em Veneza, Giovanni foi escolhido como seu auxiliar no segundo órgão, e permaneceu neste cargo até a morte do tio, quando assumiu o posto de organista principal, conservando-o por toda a vida.

 

Em 1593, em colaboração com seu tio, publicou algumas Intonazione d'Organo, compreendendo pequenos prelúdios de caráter semi-improvisado, para serem usados em várias partes do serviço religioso. Mas foi com o aparecimento de 14 Canzone, duas Sonate e das Sacrae Symphoniae, em 1597, que ele deixou um marco na história da música italiana. Além de sua qualidade intrínseca estas obras trazem inovações no método de impressão de música, com indicações precisas de dinâmica e de instrumentação. Outra coleção de Canzone e Sonate veio a público em 1615.

 

Sua música pertence ao período de transição entre o renascimento e o barroco. Mostra ainda alguns traços do período anterior, valendo-se do estilo de escrita para vários coros simultâneos, que já era uma tradição na Basílica, mas com inédita riqueza de timbres e cores sonoras e efeitos antifonais estereofônicos, e que constituiu o ápice do gênero em Veneza. Também foi um dos primeiros venezianos a utilizar o recurso do baixo contínuo, que daria uma feição característica a todo o barroco posterior.

 

Em termos de inovações formais, tomou o antigo modelo da chanson polifônica francesa mas o organizou em torno de um motivo recorrente que, à maneira de refrão, é intercalado entre passagens variadas. Com ele a versão italiana da chanson tornou-se uma forma plenamente autônoma e impregnada de um espírito renovado.



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