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Os mais famosos compositores da linha do tempo

NAZARETH, ERNESTO JÚLIO DE (1863-1934)

Última modificação : Segunda, 23 Março 2015 17:24



Ernesto Júlio de Nazareth (Rio de Janeiro, 20 de março de 1863 – Jacarepaguá, 04 de fevereiro de 1934) foi um pianista e compositor brasileiro, considerado um dos grandes nomes do “tango brasileiro” ou simplesmente, choro.

 

Seu jogo fluido, desconcertante e triste ajudou-me a compreender a alma brasileira”, disse o compositor francês Darius Milhaud sobre Ernesto Nazareth, carioca que fixou o “tango brasileiro” e outros gêneros musicais do Rio de Janeiro de seu tempo.

 

Estudou música com os professores Eduardo Madeira e Lucien Lambert. Intérprete constante de suas próprias composições apresentava-se como “pianista em salas de cinema, bailes, reuniões e cerimônias sociais. De 1910 a 1913, e de 1917 a 1918, trabalhou na sala de espera do antigo Cinema Odeon (anterior ao da Cinelândia), onde muitas personalidades ilustres iam apenas para ouvi-lo.

 

Deixou-nos 211 peças completas para piano. Suas obras mais conhecidas são:

“Apanhei-te, cavaquinho!”, “Ameno Resedá” (polcas); “Confidências”, Coração que sente”, “Expansiva”, “Turbilhão de beijos” (valsas); “Bambino”, “Odeon” e ”Duvidoso” (tangos brasileiros).

 

Ernesto Nazareth ouviu os sons que vinham da rua, tocados por nossos músicos populares, e os levou para o piano, dando-lhe roupagem requintada. Sua obra se situa assim, na fronteira do popular com o erudito, transitando à vontade pelas duas áreas. Em nada destoa se interpretada por um concertista, como Arthur Moreira Lima, ou um chorão, como Jacob do Bandolim. O espírito do choro estará sempre presente, estilizado nas teclas do primeiro ou voltando às origens nas cordas do segundo. E é esse espírito, essa síntese da própria música de choro, que marca a série de seus quase cem tangos-brasileiros, à qual pertence “Odeon”.

 

Em 1931, o compositor começou a manifestar problemas mentais que motivavam sua internação na colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá. No dia 1º de fevereiro de 1934 Nazareth fugiu do manicômio e só foi encontrado três dias depois, morto por afogamento em uma cachoeira próxima.



 

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O Cancioneiro de Ernesto Nazareth






 

 

Fonte da biografia:

Wikipaedia.org