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Os mais famosos compositores da linha do tempo

MENDELSSOHN, FELIX (1809-1847)

Última modificação : Quarta, 05 Agosto 2015 16:47



ALEMÃO – ERA ROMÂNTICA – 321 OBRAS

 

Um dos músicos mais dotados e completos da história, Mendelssohn preservou os ideais clássicos da harmonia e da forma. Era admirado pelos amantes da música conservadora por seu charme, perícia e imaginação pitoresca, sobretudo nas sossegadas salas de visita vitorianas, mas sua música logo foi ofuscada quando o público se viu arrebatado pelos ideais do romantismo.


Vida. Compositor e maestro, Felix Mendelssohn-Bartholdy nasceu em Hamburgo no dia 03 de fevereiro de 1809 e morreu em Leipzig no dia 04 de novembro de 1847. Neto do filósofo Moses Mendelssohn, pertencia a uma família de ricos banqueiros judeus, convertidos ao cristianismo. Além de piano e composição, estudou literatura e arte, dominando a expressão literária com a mesma facilidade com que dominou a música. Estudou em Berlim (1811) e depois em Paris. Em 1821 esteve em Weimar, tocando na presença de Goethe. 


Começou a dar concertos aos nove anos de idade. Alcançou grande popularidade como compositor e regente. Esteve várias vezes no Reino Unido, e viajou (1830-1832) pela Alemanha, Áustria, Itália e Suíça. Em 1835 assumiu a direção da famosa orquestra de Gewandhaus em Leipzig, e fundou, em 1843, o conservatório da cidade, onde ele e R.Schumann ensinaram composição. É representante típico do Biedermeier (1814-1830), fase idílica da Alemanha da Restauração, de alto nível cultural e moral, mas apolítica. 


Obra. Mendelssohn é um compositor eclético, embora de linguagem muito pessoal. Inspirado por sentimentos românticos criou obras de alta qualidade formal, fiel ao Classicismo vienense. Homem fino e culto, sua música equilibrada reflete a falta de paixão de quem se fez na vida sem esforço. 

Em 1829 afirma-se como regente, revivendo a obra Mattäuspassion (Paixão Segundo São Mateus) de J.S.Bach na Singakademie de Berlim. Como regente Mendelssohn teve o imenso mérito de ressuscitar Johann Sebastian Bach, compositor até então esquecido, e criou o repertório histórico dos concertos sinfônicos de hoje, com base nas obras de Joseph Haydn, Wolfgang A.Mozart e Ludwig van Beethoven. 


A obra de Mendelssohn, banida da Alemanha pelo nazismo, sobreviveu à hostilidade anti-semita dos wagnerianos. Suas composições, vivas e harmoniosas, foram incorporadas ao repertório internacional como representação máxima da elegância musical do século XIX. Somente das obras para piano muitas caíram no esquecimento. Nem romântico nem clássico, Mendelssohn seria mais apropriadamente definido como uma espécie de parnasiano avant la lettre. Sua obra combina a ortodoxia clássica e o colorido romântico, fórmula para epígonos desenvolvida pelos alunos do conservatório de Leipzig, que semearam o academismo no mundo inteiro. 




Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional