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Os mais famosos compositores da linha do tempo

PALESTRINA, GIOVANNI PIERLUIGI DA (c.1525 – 1594)

Última modificação : Segunda, 05 Setembro 2016 14:17



ITÁLIA - MÚSICA ANTIGA - RENASCIMENTO - + 650 OBRAS

(?)03 de fevereiro de 1525 - 02 de fevereiro de 1594


 

Palestrina talvez seja o nome mais familiar de todos os compositores do Renascimento tardio, e sua música sacra é amplamente considerada o pináculo do estilo contrapontístico, de sonoridade rica e flutuante. Centenas de obras suas sobreviveram ao tempo, muitas das quais foram publicadas durante sua vida. Embora a maioria delas tenha sido produzida para uso no culto religioso, também compôs cerca de 100 madrigais, seculares e sacros.


 

Era o mais famoso representante da Escola Romana no século XVI. Palestrina teve uma grande influência sobre o desenvolvimento da música sacra na Igreja Católica Apostólica Romana.

 

Giovanni Pierluigi da Palestrina nasceu, como o próprio nome indica na Palestrina (arredores de Roma), por volta do ano de 1525. Seu talento musical se manifestou no final da infância e começou a estudar música em 1537, como pequeno cantor na escola da Basílica de Santa Maria Maior. Retornou à sua cidade natal por volta de 1544 como organista. Pierluigi não é um segundo nome de batismo, e sim a primeira parte do duplo nome (Pierluigi e da Palestrina).

 

Em 1550, o bispo de sua cidade foi eleito papa com o nome de Julio III. Este o convidou para segui-lo em Santo Soglio em 1551, onde foi nomeado mestre da Capela Giulia e cantor da Capela Sistina. Para seu infortúnio, o papa sucessivo, Paulo IV, demitiu todos os cantores casados ou que houvessem composto obras de música profana (profana no sentido de não religiosa), e Palestrina encontrava-se nas duas categorias. Desta forma, abandonou o Vaticano, mas assumiu, em seguida, a direção musical da Basílica de São João de Latrão em 1555 e, sucessivamente, da Basílica de Santa Maria Maior, em 1561. Em 1571, dirigiu-se para São Pedro. Foi também grande seguidor de São Felipe Neri.

Em 1580, após a morte de sua esposa, Lucrezia Gori, teve um momento de crise mística e resolve consagrar-se à igreja. Entretanto, sua vocação terminou rapidamente, pois, pouco depois, casou-se com uma rica viúva romana, Virginia Dormoli.

 

Palestrina foi um dos poucos e afortunados músicos de sua época a ostentar uma brilhante carreira pública. Sua fama foi reconhecida universalmente pelos colegas de seu tempo e seus serviços foram requisitados por diversas autoridades da Europa. Após sua morte, em 1594, Palestrina foi enterrado na Basílica de São Pedro durante uma cerimônia fúnebre que teve a participação de grande número de musicistas e de pessoas da comunidade.

 

Não houve compositor anterior a J.S.Bach tão prestigiado como Palestrina, nem outro cuja técnica de composição tivesse sido estruturada com maior minuciosidade. Palestrina foi denominado "O Príncipe da Música", e suas obras foram classificadas como a "perfeição absoluta" do estilo eclesiástico.

 

Reconheceu-se que Palestrina captou, melhor que nenhum outro compositor, a essência do aspecto sóbrio e conservador da Contra Reforma numa polifonia de extrema pureza, apartada de qualquer influência profana. O estilo palestriniano pode ser reconhecido em suas Missas. A sua índole objetiva, friamente impessoal, resulta extremamente apropriada aos textos formais e rituais do Ordinário. Desde logo a base do seu estilo é o contraponto imitativo franco-flamengo. As partes vocais fluem num ritmo continuo, com um motivo melódico novo para cada frase do texto. Palestrina mostra o caráter que vem associado ao gênio: plenamente consciente da sua capacidade e forte popularidade, obtidos através de suas composições, nunca foi forçado a aceitar encomendas desagradáveis para sobreviver. Pelo contrário, soube fazer-se recompensar generosamente por todos os seus protetores, de modo que o Vaticano se viu obrigado a aumentar continuamente o seu salário anual, para mantê-lo em Roma, por causa de tantas propostas que recebia.

 

Foi um homem volitivo, mas com fortes impulsos que o levaram a súbitas e surpreendentes escolhas, tais como o segundo casamento, celebrado após receber ordenações religiosas menores. Compositor prolífico, publicou muito em vida, e suas obras não caíram no esquecimento; ao contrário, foram sempre apreciadas como obras-primas da polifonia.

 

Obras

O "corpus musicale" palestriniano foi escrito, preponderantemente, em Roma e apenas para Roma, para uso principalmente litúrgico: para a Missa e o Ofício. Uma boa parte de sua produção aconteceu no período de seu último cargo na Basílica de São Pedro no Vaticano. O orgânico vocal da capela vaticana era, naquele tempo, mais vasto do que o de qualquer outra igreja (em 1594 era composto, ao todo, de 24 cantores), mas não se adotou o uso de instrumentos, com exceção do órgão.

 

A linguagem polifônica de Palestrina não se distanciou tanto da maneira tradicional dos mestres franco-flamengos (os nórdicos foram os seus primeiros mestres em Roma). A arte contrapontística de Palestrina se desenvolveu, sobretudo, em direção à inteligibilidade da palavra e de uma sonoridade ordenada de maneira a evitar a enunciação simultânea de textos diversos.

 

No que se refere ao desenvolvimento das linhas melódicas, é evidente a influência do canto gregoriano. Neste sentido, podemos dizer que o compositor aplicava as regras do Concílio de Trento.

 

Na grande quantidade de motetos palestrinianos, destaca-se, pela sua intensa expressividade, o Salmo 137 Super Flumina Babylonis.

 

Entre os compositores do círculo romano que conservam o rigor técnico do contraponto de Palestrina, pode-se mencionar os seus discípulos Giovanni Maria Nanino (1543-1607), Francisco Soriano (1548-1621) e Felice Anerio (1560-1614). Pela alta qualidade da sua produção, destaca-se, o espanhol castelhano Tomás Luis de Victoria (1548-1611), enquanto, entre as maiores autoridades intérpretes de Palestrina, ainda hoje em vida, destacam-se o maestro Domenico Bartolucci (1917).

 

Obras principais

104 missas

375 motetos

Magnificat, Lamentações de Jeremias

42 madrigais sacros

91 madrigais profanos

68 ofertórios



 

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Bibliografia:

 

. Wikipaedia.com

 

. História Universal da Música , Kurt Pahlen – Ed.Melhoramentos

 

. História da Música Ocidental, Donald J.Grout e Claude V.Palisca – Gradiva

 

. Guia Ilustrado Zahar da Música Clássica