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Os mais famosos compositores da linha do tempo

PROKOFIEV, SERGEI SERGEIVICH (1891-1953)

Última modificação : Quarta, 29 Janeiro 2014 16:45


RUSSO – MÚSICA MODERNA – 102 OBRAS


Prokofiev tinha imenso talento como compositor e pianista e um caráter decididamente otimista. Sua música pré-revolucionária é animada, sarcástica, às vezes brutal; já a obra madura é mais equilibrada e lírica, e, após sua volta à União Soviética, mais convencional. Ao longo da vida, Prokofiev preservou seu senso pictórico e dramático, presente tanto em suas sinfonias "abstratas" e sonatas quanto em seus famosos balés.

  

Vida. Compositor russo, Sergei Sergeivich Prokofiev nasceu em Sontsovka a 23 de abril de 1891 e morreu em Moscou a 5 de março de 1953. Estudou música sob a orientação de Rimski-Korsakov e Tcherepnin,  tornando-se um brilhante pianista e dando provas de notável talento de compositor. Depois da Revolução de 1917 emigrou para o Ocidente, passando a viver em Paris.

 

Em 1934 voltou para U.R.S.S, sendo logo atacado pelo formalismo burguês. Depois de um período de resistência contra os ataques, retratou-se publicamente. Escreveu obras que agradaram às autoridades, mas também outras, mais independentes. Em fevereiro de 1948 um decreto do comitê central do partido comunista inspirado pelo comissário do povo Jdanov, tornou impossível a resistência contra a estética oficial. Só em 1956 foi Prokofiev reabilitado; mas nem todas as suas obras foram reincluídas no repertório oficialmente aprovado.

 

Estilo. Prokofiev é um compositor de versatilidade extraordinária, tendo cultivado todos os gêneros musicais, rico em invenção melódica e artes de instrumentação. Traço característico da sua música é o humor. Mas há controvérsias quanto à natureza do seu estilo.

 

A crítica musical soviética continua desprezando todas ou quase todas as obras escritas na emigração, como cosmopolitas e oportunistas, ao passo que a crítica dos países ocidentais considera sua música especificamente russa; alguns críticos independentes acham, porém, que Prokofiev encontrou esse russianismo só nas obras escritas depois de 1934. Sobre a extraordinária riqueza da sua criação não há mais discussões.

 

Obras instrumentais. Prokofiev escreveu, antes de emigrar, dois concertos para piano e orquestra, em ré e em sol menor; um terceiro, em dó, só foi terminado na França. De 1917 é o primeiro concerto para violino e orquestra em ré menor (o segundo, em sol menor, só foi escrito em 1935). Esses concertos são as obras unanimemente reconhecidas do compositor. Também são aceitas por todos duas obras orquestrais, a Suíte Scythe (1914; Suíte cítica), em que o autor se aproxima de Stravinsky, e s Sinfonia classique, paródia espirituosa do estilo de Haydn.

 

Mas há uma discussão acerca das sinfonias posteriores: na U.R.S.S. só foram reincluídas no repertório as sinfonias nº 3 e 6, ao passo que a crítica ocidental prefere justamente outras, as de nº 5 e 7. Prokofiev também escreveu grande número de sonatas para piano (notáveis as de  nº 6, 7, 8 e 9) e uma sonata para violino em fá menor. Entre as melhores obras instrumentais incluem-se os bailados Chut (1920) e Romeo i Julietta (1935).

 

Música vocal. A composição mais famosa de Prokofiev é a cantata Aleksandr Nevsky (1939), da qual também tirou uma suíte para orquestra. Em compensação, oscilaram entre sucesso e frieza da crítica e do público as óperas: Liubov Ktriom apelsinan (1919; O amor das três laranjas), com libreto tirado de uma peça de Gozzi, obra encantadoramente feérica; O gniennji anghel (1935; O Anjo de fogo), com o libreto tirado de um romance de Briussov; Voina in mir (1942; Guerra e paz), com libreto tirado do romance homônimo de Tolstoi.

 



Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional