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Os mais famosos compositores da linha do tempo

SIBELIUS, JEAN (1865-1957)

Última modificação : Quarta, 19 Novembro 2014 17:49



FINLANDÊS – ESCOLAS NACIONAIS – ESCANDINÁVIA – 134 OBRAS


 

Sibelius alinha-se ao lado de Mahler e Carl Nielsen como um dos mais importantes sinfonistas do século XX. Suas primeiras obras, com frequência fervorosamente nacionalistas, eram num idioma romântico maduro, mas nos últimos anos desenvolveu uma linguagem musical bastante original, caracterizada por uma harmonia lenta e peculiar e, às vezes, rigorosa orquestração. Compôs diversos poemas sinfônicos baseados em temas nórdicos.


 

Vida. Compositor finlandês, Johan Julius Christian Sibelius, conhecido por Jean Sibelius nasceu em Tavastehus a 8 de dezembro de 1865 e morreu em Järvenpää, perto de Helsinki, a 20 de setembro de 1957. De origem puramente finlandesa, também recebeu, no entanto, em sua educação influências suecas, então predominantes na Finlândia. Estudou direito, mas obedeceu cedo à sua vocação musical, que completou na Alemanha e na Áustria, com mestres conservadores e medíocres, o que lhe permitiu conservar sua originalidade individual e nacional. Tendo obtido sucesso com obras de tendência nacionalista, recebeu em 1897 uma pensão vitalícia do governo finlandês, passando a vida toda em sua quinta em Järvenpäâ, perto da capital da Finlândia.

 

Obra nacionalista. Sibelius dedicou-se inicialmente a obras para coro e orquestra, de temática nacional, que o tornaram famoso em seu país: Kullervo (1892) e The Origin of fire (1902: A origem do fogo), baseadas em episódios da epopéia nacional Kalewala. Do mesmo espírito é a música de cena para a peça Kuolema (1903), de Arvid Järnefelt; dessa obra consta a “Valse triste”, uma das obras mais tocadas do compositor, assim como a suite Karelia (1893) e a obra orquestral Finlândia (1899), que são considerados os pontos culminantes na história da música finlandesa.

 

O sinfonista. A fama internacional de Sibelius baseia-se principalmente nas suas sinfonias: nº 3 em Dó maior (1907); nº 4 em lá menor (1911); nº 5 em Mi bemol maior (1915); nº 6 em ré menor (1923); nº 7 em Dó maior (1924). São obras de inspiração romântica, embora moldadas nos esquemas clássicos de Beethoven e Brahms, caracterizadas pela severa e melancólica mentalidade nórdica e por um especial encanto exótico, expressão do espírito nacional finlandês e do seu folclore musical. Os mesmos elementos caracterizam o concerto para violino e orquestra em ré menor (1930) e os numerosos Lieder de Sibelius.

 

Repercussão. Na Finlândia, Sibelius foi sempre reconhecido como a máxima expressão artística da nação, que o venerava quase religiosamente. Fora do país, Sibelius tornou-se célebre, pelas suas sinfonias, na Inglaterra e especialmente nos E.U.A., ao passo que sua fama na Europa continental é bem menor.

 

 


Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional