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Os mais famosos compositores da linha do tempo

SVERNER, CLARA (1936)

Última modificação : Terça, 16 Fevereiro 2016 15:51



Pianista brasileira, nascida em São Paulo, 29 de agosto de 1936

 

Intérprete de talento reconhecido por público e crítica do Brasil e do exterior, Clara Sverner teve sólida formação que se iniciou em São Paulo com o professor José Kliass. Aperfeiçoou-se mais tarde nos centros musicais mais avançados, como o Conservatório de Genebra, onde recebeu uma medalha de ouro e o Mannes College of Music, de Nova Iorque.




CLARA SVERNER foto Rogério Randolph

 

Crédito da foto: Rogério Randolph



Premiada no Concurso Internacional Wilhelm Backhaus, ainda adolescente iniciou a vitoriosa carreira que a tornou uma das mais prestigiadas virtuoses brasileiras. Apresentou-se em recitais e concertos por todos os quadrantes do Brasil e em turnês para platéias da Europa, dos Estados Unidos, do Japão e de Israel. Em seus programas exibe um repertório que escolhe meticulosamente e onde inclui desde antigos virginalistas ingleses do século XVI até os principais representantes do século XX.

 

Privilegiando, antes de tudo, a qualidade estética, o arrojo da invenção e a carga expressiva das músicas que executa, Clara Sverner é uma artista inquieta que não se cansa de se aperfeiçoar, pesquisar e ousar. No domínio da música clássica brasileira, principal responsável pela redescoberta da obras de Glauco Velásquez. Pioneira, também, na revalorização da produção pianística de Chiquinha Gonzaga, a quem dedicou várias gravações.

 

Responsável pela primeira gravação do disco no Brasil com obras de Anton Webern, Alban Berg, Eric Satie e Maurice Ravel, em 1974.

 

Na sua fecunda parceria com o saxofonista Paulo Moura, aboliu fronteiras, abriu-se para outros universos sonoros, explorando um repertório que abrangia desde os clássicos da nossa música popular, como Pixinguinha, até obras especialmente compostas para o duo por Almeida Prado, Gilberto Mendes e Ronaldo Miranda. Com Paulo, gravou quatro discos, sendo que o disco “Vou Vivendo” ganhou o prêmio Villa-Lobos, em 1986.

 

Sua parceria com João Carlos de Assis Brasil foi muito expressiva e resultou em dois discos, sendo um com obras de Joplin e Satie, considerado pela crítica um dos melhores do ano.

 

A discografia de Clara Sverner, que reflete sua estética apurada e seu espírito de vanguarda, consiste em mais de 25 títulos, distribuídos internacionalmente.

Festejada pelo público e crítica é a “Íntegra das Sonatas de Mozart”, em 2009. O primeiro volume de “Mozart Por Clara Sverner” foi finalista do Prêmio TIM. O Vol. 2 ganhou o Prêmio TIM de melhor disco erudito. O Vol. 3 indicado ao Grammy Latino.

Em 2008 participa no disco solo “Nós” de Marcelo Camelo, nas músicas “Passeando” e “Saudade”.

 

Em junho de 2009 no Oi Futuro apresenta-se com seu filho Muti Randolph, em um projeto inovador onde imagens são geradas a partir do piano e, em 2012, no Sónar, um dos mais prestigiados festivais do mundo em música eletrônica de vanguarda.

 

Em 2011 o disco “Chopin por Clara Sverner” foi indicado ao Grammy Latino, na categoria de melhor disco erudito.

 

Ainda esse ano, estará lançando o CD “Debussy e Ravel por Clara Sverner”, gravado em Londres, distribuído pela Azul Music.

 

 

Site: http://www.clarasverner.com/

 

 

Biografia e foto enviadas ao Portal Concertino pela pianista.