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BACHIANAS BRASILEIRAS Nº 4

Última modificação : Sábado, 29 Março 2014 17:39


HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959)

BRASILEIRO – ESCOLA NACIONALISTA BRASILEIRA - c.1.000 

 

As nove Bachianas Brasileiras (1930-1945) são, como os Choros (1920-1929), escritas para uma variedade de formações. A motivação para compor as obras desse ciclo, de acordo com o próprio Villa-Lobos, foram as semelhanças que encontrou entre as músicas folclóricas do sertão brasileiro e a obra de Johann Sebastian Bach (1685-1750), numa tentativa genial de fundir os procedimentos contrapontísticos desse grande gênio com o espírito da música brasileira.

 

As Bachianas Brasileiras compõem uma série de nove obras escritas para formações diversas. Em geral, guardam semelhanças com a forma da suíte. As peças não são como meras imitações de Bach, mas sim como um tributo personalíssimo, uma magistral homenagem de Villa-Lobos ao velho mestre de Eisenach. Além disso, as peças tiveram papel fundamental na afirmação da música nacionalista brasileira na primeira metade do século XX, posto que, àquela época, as artes no Brasil passavam por um importante processo marcado pela valorização e consolidação de uma produção artística genuinamente nacional. A utilização de elementos tomados das peculiaridades da fauna e da flora, da geografia, do homem, da mulher e do folclore brasileiro, foram freqüentes pretextos para a atividade criadora das artes plásticas e da literatura daquele período, assim como fonte de inspiração perene para os compositores. No caso das Bachianas, essa preocupação se refletiu, dentre outras coisas, na dupla denominação de cada movimento da suíte, pois, além de um título tradicional (normalmente tomado de uma forma barroca), um subtítulo foi acrescido para indicar um gênero tipicamente brasileiro.

 

 

Bachianas brasileiras No.4, W264, 424

Número de opus do catálogo: W264 (piano); W424 (orquestra)

 

Movimentos: 4

Prelúdio (Introdução) - Lento

Coral (Canto do Sertão) - Largo

Ária (Cantiga) - Moderato

Dança (Miudinho) - Muito animado

 

Ano da composição: 1930-41 (original); 1942 (versão orquestral)

Primeiras apresentações:

27 de novembro de 1939 (versão original)

José Vieira Brandão (piano)

15 de julho de 1942 (versão orquestral), no Rio de Janeiro

Villa-Lobos (regente) ; Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Primeiras publicações:

versão original (W264): 1941

versão orquestral (W424): 1953

Duração média: 24 minutos

Estilo: início do século XX

 

Instrumentação:

Versão original (W264): Piano

Versão orquestral (W424): 1 piccolo, 2 flautas, 2 oboés, 1 corne inglês, 2 clarinetes, 1 clarinete baixo, 2 fagotes, 1 contra fagote, 4 trompas, 3 trompetes, 3 trombones, 1 tuba, tímpanos, bombo (caixa baixo), tam-tam, xilophone, celesta, cordas.

 

 

Vídeo

 

 

Fontes:

. IMSLP/Petrucci Music Library

. "Villa-Lobos - O homem e a obra", Vasco Mariz