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Os mais famosos compositores da linha do tempo

SCARLATTI, ALESSANDRO (1660-1725)

Última modificação : Sexta, 28 Junho 2013 17:26


 

ITALIANO - ERA BARROCA - 950 OBRAS

 

Vida. Compositor de óperas e de música religiosa, Alessandro Scarlatti nasceu em Palermo a 02 de maio de 1660 e morreu em Nápoles a 24 de outubro de 1725. Pai do também cravista e compositor Domenico Scarlatti. Muito jovem ainda, foi para Roma, onde consta ter sido aluno de Carissini. Sua primeira ópera, produzida em 1679, despertou o interesse da rainha Cristina da Suécia, em cuja corte serviu até 1683. Em 1684 foi indicado para maestro di capella na corte de Nápoles. Segue-se um período de fecunda produção operística até 1702. Após alguns anos a serviço do príncipe Ferdinando de Medici, ocupou o posto de maestro di capella na basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, Scarlatti ainda trabalhou alternadamente em Roma e em Nápoles, para onde retornou em 1723.

 

Caracterização. Alessandro Scarlatti foi o criador de um novo gênero de ópera na Itália, a ópera napoletana, em que se observava o predomínio das árias. Nesse tipo de ópera, o enredo dramático, geralmente convencional, é interrompido pelas árias, nas quais se resume toda a força musical da obra. A maior parte das óperas de A.Scarlatti deve a fama a árias isoladas. O compositor é, entretanto, responsável pela criação de um gênero importante no desenvolvimento das formas musicais: a abertura italiana, assim chamada em oposição à abertura francesa de Lully, por ter, ao contrário desta, um movimento lento entre dois rápidos. Scarlatti desenvolveu a orquestra operística, introduzindo novos instrumentos, sobretudo de sopro e contribuiu com a invenção da abertura italiana, para o nascimento e o desenvolvimento da sinfonia.

 

Obras. Embora tenha escrito cerca de 115 óperas, Alessandro Scarlatti é hoje um nome praticamente esquecido nos repertórios teatrais, pois suas obras são carentes de força dramática. Delas subsistem as pièces de résistance, as grandes árias de amor ou de lamentação. A ópera que pode ser tida como a obra-prima do compositor no gênero é Mitridate Eupatore (1707), tendo impressionado particularmente J.S.Bach a ária Cara tomba. Outras, como La Principessa fedele (1710), Tigrane (1715) e Telemaco (1718), merecem ser citadas pelas inovações orquestrais, e Griselda (1721), sua última ópera, pelo equilíbrio do conjunto.

 

Alessandro Scarlatti não foi compositor operístico. Escreveu dezenas de oratórios, que foram, na verdade, óperas de enredo bíblico para serem encenadas na quaresma. Entre esses merecem destaque Il Sedecia, re di Gerusalemme (1706) e La Vergine addolorata (1722). Deixou ainda mais de quinhentas cantatas de câmara, onde realizou integralmente a sua vocação para o gênero lírico. Merecem ser citadas Lontananza crudele (Distância cruel) e Su le sponde del Tebro (Sobre a margem do Tebro).

 

Cantatas e serenatas, madrigais e música de câmara (suítes e sonatas) fazem parte do acervo musical de Alessandro Scarlatti. Além disso, deixou dezenas de motetos e missas, em que adotou o estilo antigo de Palestrina. Recentemente revivido foi o seu Stabat Mater, em que se encontra a beleza lírica de suas árias operísticas.

 

 

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional