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Música e a dança ciganas, A

Última modificação : Segunda, 30 Julho 2018 14:31



Os ciganos são um povo disperso e nômade, com traços culturais e históricos semelhantes que o distinguem de todos os outros povos. A consciência de possuírem um modo de vida diferente e próprio levou-os a designar por uma única palavra (gadjo ou também payos na Espanha e gorgios na Inglaterra) todo aquele que não é cigano.

 

Arte. Os contos e narrativas de tradição oral, ritmados por repetições paralelísticas, transmitem a história do grupo ou destinam-se a distrair e divertir. São a memória desse povo sem escrita. Neles está presente a poesia, que também se manifesta no canto. O cante flamenco da Andaluzia está sem dúvida estreitamente ligado aos gitanos, embora seu fundo seja árabe. De qualquer modo, tanto no canto, como no acompanhamento ou na dança, o flamenco encontra nos gitanos os seus verdadeiros intérpretes. É de notar, contudo, que o aproveitamento turístico dá a essas manifestações artísticas aspectos frequentemente menos genuínos do que aqueles que se encontram habitualmente nos ciganos.

 

Música. Desde cedo, foi reconhecido o dom dos ciganos para a música instrumental, sobretudo o violino: Iom Voicu é cigano, como também o pianista Gyorgy Cziffra. Mas não existe propriamente uma música cigana. As influências sofridas foram muitas e melodias puramente ciganas são hoje raríssimas. Existe um estilo típico de execução, o molto rubato, que influiu sobre Liszt, Brahms, Beethoven e vários outros músicos. É especialmente da Hungria. Romênia e Espanha que são originários os músicos ciganos.

 

Dança cigana. Quando os ciganos deixaram o Egito e a Índia, eles passaram pela Pérsia, Turquia, Armênia, chegando até a Grécia, onde permaneceram por vários séculos antes de se espalharem pelo resto da Europa.

 

A influência trazida do oriente é muito forte na música e na dança ciganas - hindu, húngara, russa, árabe e espanhola. Esta última está refletida no ritmo dos ciganos espanhóis que criaram um novo estilo baseado no flamenco.

 

Alguns grupos de ciganos no Brasil conservam a tradicional música e dança húngara, um reflexo da música do leste europeu com influência do violino, que é o mais tradicional símbolo da música desse povo.

 

Tanto a música como a dança cigana sempre exerceram fascínio sobre grandes compositores, pintores e cineastas. Há exemplos na literatura, na poesia e na música de Bizet, Manuel de Falla e Carlos Saura que mostram nas suas obras muito do mistério que envolve a arte, a cultura e a trajetória desse povo.

 

No Brasil, a música mais tocada e dançada pelos ciganos é a Kaldarash, própria para dançar com acompanhamento do ritmo das mãos e dos pés.

 

Ritmos ciganos:

. O ritmo baladi que vem do Egito envolve movimentos com objetos ciganos. Alguns movimentos envolvem lenços, facas e até mesmo garrafas de bebidas nas mãos;

. A Zapaderin, dança secreta das ciganas, que invoca o amor do cigano. A cigana, através da dança invoca espiritualidade a sua força;

. Manouche, Sinti, Kauderashs, todos trazem sua dança e seus belíssimos ritmos que são transformados numa única experiência artística e musical, trazendo do íntimo da mulher a sensualidade, a alegria e a beleza de sua força interior.

 

 

Leia, também:

 

Verbunkos

 

Rapsódias Húngaras, Liszt

 

 

Fontes:

Enciclopédia Mirador Internacional

Wikipedia.org