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Os mais famosos compositores da linha do tempo

COUPERIN, FRANÇOIS (1668-1733)

Última modificação : Terça, 05 Julho 2016 15:45



FRANCÊS - ERA BARROCA - 126 OBRAS

 

François Couperin desde cedo ofuscou a reputação de seu famoso tio compositor, Louis, primeiro como organista, depois como autor de obras para teclado. Suas Pièces de clavecim, peças miniatura para cravo, foram descritas como "tesouros nacionais", permanecendo marcos do repertório para teclado e símbolo da música barroca instrumental francesa.

 

Vida. Compositor e cravista francês, François Couperin nasceu em Paris a 10 de novembro de 1668 e morreu na mesma cidade a 11 de setembro de 1733. Durante dois séculos os membros da família Couperin se sucederam no posto de organista da igreja Saint Gervais em Paris. Formaram uma prestigiosa linhagem de músicos, quase tão ramificada como a dos Bach.

 

O mais famoso entre todos os Couperin, por isso mesmo chamado "O Grande", François, já aos 17 anos tocava órgão em Saint Gervais, substituindo o pai. Ao tornar-se organista da capela real em Versalhes (1693), começou a frequentar os círculos aristocráticos, exercendo o magistério de composição e de cravo.

 

Projeção. Ostentando o título de claveciniste de la cour (cravista da corte), seu nome já se tinha tornado famoso em toda a Europa. Foi na música para cravo que Couperin chegou ao cume de sua arte. Aliando o refinamento contrapontístico e harmônico do estilo francês à expressividade da melodia italiana, ele caracterizou o espírito da época através de portraits musicaux (retratos musicais) de nomes poéticos: Le Rossignol-en-amour (O Rouxinol enamorado), La Distraite (A Distraída), Les Nanète. Toda essa literatura instrumental, Couperin elaborou tendo em vista a suíte coreográfica. Sua música, intencionalmente pictórica, parece-se com os quadros de Watteau, ilustrando o estilo galante da Régence.

 

Embora chegasse a exercer forte influência sobre seus contemporâneos (inclusive Bach e Haendel), a música de Couperin ficou depois praticamente esquecida durante mais de um século. Sua redescoberta foi iniciada por Brahms, que em 1888 publicou sua edição das Pièces pour le clavecin (1717; Peças para o cravo). Fizeram muito pelo renascimento da arte de Couperin mestres como Debussy, Wanda Landowska e, principalmente, Ravel.

 

Obras. Duas missas para órgão (1690); 27 suítes para cravo, em quatro volumes (1713, 1717, 1722, 1730); sonatas para dois violinos com baixo contínuo (1724, 1725); dois trabalhos didáticos sobre a arte do acompanhamento (1698) e do cravo (1716).

 

 

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional