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BACHIANAS BRASILEIRAS Nº 5

Última modificação : Segunda, 16 Junho 2014 17:57


HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959)

BRASILEIRO – ESCOLA NACIONALISTA BRASILEIRA - c.1.000 

 

As nove Bachianas Brasileiras (1930-1945) são, como os Choros (1920-1929), escritas para uma variedade de formações. A motivação para compor as obras desse ciclo, de acordo com o próprio Villa-Lobos, foram as semelhanças que encontrou entre as músicas folclóricas do sertão brasileiro e a obra de Johann Sebastian Bach (1685-1750), numa tentativa genial de fundir os procedimentos contrapontísticos desse grande gênio com o espírito da música brasileira.

 

As Bachianas Brasileiras compõem uma série de nove obras escritas para formações diversas. Em geral, guardam semelhanças com a forma da suíte. As peças não são como meras imitações de Bach, mas sim como um tributo personalíssimo, uma magistral homenagem de Villa-Lobos ao velho mestre de Eisenach. Além disso, as peças tiveram papel fundamental na afirmação da música nacionalista brasileira na primeira metade do século XX, posto que, àquela época, as artes no Brasil passavam por um importante processo marcado pela valorização e consolidação de uma produção artística genuinamente nacional. A utilização de elementos tomados das peculiaridades da fauna e da flora, da geografia, do homem, da mulher e do folclore brasileiro, foram freqüentes pretextos para a atividade criadora das artes plásticas e da literatura daquele período, assim como fonte de inspiração perene para os compositores. No caso das Bachianas, essa preocupação se refletiu, dentre outras coisas, na dupla denominação de cada movimento da suíte, pois, além de um título tradicional (normalmente tomado de uma forma barroca), um subtítulo foi acrescido para indicar um gênero tipicamente brasileiro.

 

 

Bachianas brasileiras No.5, W389-391

Número de opus do catálogo: W389 (original) ; W390 (voz e piano) ; W391 (voz e violão)

Tonalidades: lá menor e Dó Maior

 

Movimentos: 2

Aria (Cantilena) - Adagio

Foi dedicada a Arminda Villa-Lobos. A letra deste movimento é de Ruth Valadares Corrêa, e a composição possui semelhanças com obras como a "Ária" de Bach e o "Vocalise" de Rachmaninov. Ruth Valadares também foi a cantora do movimento durante sua estréia em 1939, sob regência do próprio Villa-Lobos .

Dança (Martelo) - Allegretto

A letra deste movimento é de Manuel Bandeira, apresentada em 1945. Dois anos mais tarde, estreou em Paris.

 

Ano da composição: 1938 (1º movimento); 1945 (2º movimento)

Primeira apresentação: 25 de março de 1939, no Rio de Janeiro

Ruth Valadares Corrêa (soprano)

Primeira publicação: 1947

Libreto:

Ruth Valladares Corrêa (fl.1930s-40s)

Manuel Bandeira (1886-1968)

Idioma: Português

Dedicatória: Mindinha

Duração média: 8 minutos

Estilo: início do século XX

 

Instrumentação:

Voz (Soprano), 8 Cellos; arranjos para voz e piano e voz e violão.

Informação adicional: Villa-Lobos originalmente escreveu esta obra para 9 cellos.

 

 

Vídeo

 

 

Fontes:

. IMSLP/Petrucci Music Library

. "Villa-Lobos - O homem e a obra", Vasco Mariz