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Flauta Mágica, de Wolfgang Amadeus Mozart

Última modificação : Quarta, 04 Fevereiro 2015 17:38


 


"A Flauta Mágica", composta no último ano de vida de Mozart, atingiu a proeza de se tornar um grande espetáculo "popular", de comunicação direta com o público, sem abrir mão do rigor e da sofisticação. Inicialmente a peça pareceu não ter agradado o público vienense, mas não demorou muito para que a situação se invertesse, e a ópera passasse a ser aclamada por pessoas que não se cansavam de lotar o teatro onde ela estava sendo apresentada todas as noites.

 


A ópera A Flauta Mágica foi um dos últimos trabalhos escritos por Mozart. Foram utilizados elementos de contos de fadas e encantamentos para compor a história.  Um príncipe chamado Tamino, e um caçador de pássaros (Papagueno), atendem ao apelo de uma rainha (a Rainha da Noite) e tentam resgatar a princesa (Pamina), sequestrada num castelo. Para cumprir essa missão, Tamino e Papagueno recebem da Rainha da Noite, por intermédio das suas damas, um carrilhão e uma flauta mágicos, além de três gênios que serviriam de guias.

 

Veja um trecho do dueto Papageno e Papagena: http://bit.ly/tqMkyw
 

 

A ópera é repleta de símbolos e alegorias relativos à Maçonaria, da qual faziam parte tanto Emmanuel Schikaneder, o autor do texto da ópera, quanto seu compositor, Mozart. Um exemplo é o número três, muito importante tanto na filosofia quanto nos ritos maçônicos, que é citado com frequência no texto e na música. São três as damas que salvam Tamino do dragão, e três são os meninos que o conduzem às três portas dos três templos, o da Razão, o da Sabedoria e o da Natureza.

 

Assista o Terceto Pamina, Tamino, Zarastro: http://bit.ly/15yovZd

 

 

A Flauta Mágica foi produzida em uma época onde o Iluminismo tomava forma, abandonando o pensamento medieval e valorizando o pensamento racional em direção à luz e à sabedoria. Sarastro é o personagem que ajuda o casal Tamino e Pamina, simbolizando o homem racional que detém o poder por sua sabedoria – não pela força – e que é capaz de ser sempre justo com qualquer cidadão que busque seus conselhos. O personagem entra em contraste direto com a Rainha da Noite, a vilã da história que figura como tudo aquilo condenado pelo Iluminismo: a superstição, a irracionalidade, a aristocracia, a tirania e a subordinação tanto social quanto intelectual, ao ditar tudo o que seus inferiores devem ou não pensar e fazer.

 

Confira no vídeo uma parte Primeiro Ato desta ópera: http://bit.ly/1aCf2nG


 

A criação desta ópera foi influenciada por diversas outras fontes, entre elas o conto de fadas Lulu oder Die Zauberflöte, escrito por Christoph Martin Wieland e publicado na coleção Dschinnistan entre 1786 e 1789. Já os elementos mágicos da peça teriam sua origem na peça Megära, de Philipp Hafner (1763). Quanto aos rituais que remetem diretamente à maçonaria, muito forte na época, também tiveram sua base no romance Sethos, de Jean Terrasson (1731), ambientado no Egito antigo. E o tom humorístico, sobretudo do personagem Papageno, teria sua influência no teatro popular vienense.

 

Assista no vídeo a inesquecível ária da Rainha da Noite: http://bit.ly/9lv8Nq



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