ConcertinoPortal de pesquisa da música clássica

Os mais famosos compositores da linha do tempo

CONCERTO DUPLO EM LÁ MAIOR, OP. 102

Última modificação : Sexta, 03 Junho 2016 15:24



JOHANNES BRAHMS (1833-1897)

ALEMÃO – ERA ROMÂNTICA - 135 OBRAS 


 

Movimentos: 3

I. Allegro (lá menor)

II. Andante (Ré maior)

III. Vivace non troppo (lá menor - Lá maior)

 

Ano da composição: 1887

Primeira apresentação: 18 de outubro de 1887, em Cologne, Gürzenichsaal, com Joseph Joachim (violino), Robert Hausmann (cello) . Orchester des Konzertgesellschaft, sob regência de Johannes Brahms

Primeira publicação: 1888 (maio/junho) – Berlim: N. Simrock

Dedicada da: Joseph Joachim (1831–1907) and Robert Hausmann (1852–1909)

Estilo: Romântico

 

Instrumentação: violino e cello com orquestra

2 flautas, 2 oboés, 2 clarinetes (A), 2 fagotes, 4 trompas (2 em E, e em D), 2 trompetes (D), tímpanos e cordas.


 

A última obra de Brahms foi o Concerto Duplo para violino e violoncelo. É uma de suas obras mais apaixonantes. O diálogo entre os solistas no movimento lento é um dos pontos altos de toda a produção brahmsiniana e vale como um resumo de sua obra: os mais complexos e contraditórios sentimentos são aqui pintados em delicados meios tons.

 

Haviam poucos precedentes quando Brahms decidiu escrever um concerto duplo para violino e violoncelo. Durante a era barroca, os compositores se deliciavam no concerto grosso, que é um concerto para orquestra com múltiplos solistas. Mozart compôs vários concertos duplos para dois ou três pianos, um para harpa e flauta, um para violino e viola e um (cuja autenticidade é posta em dúvida) para quatro madeiras solistas. De Beethoven veio um concerto triplo para violino, violoncelo e piano. Todos esses se situam há décadas no passado. Exceto por um ou outro concerto duplo para piano, os compositores Românticos do século XIX nunca se incomodaram com concertos para mais de um solista.

 

Esse foi o último concerto composto por Brahms e também sua derradeira composição usando orquestra. Datado de 1887, Brahms pode ter planejado prestar tributo ao ideal barroco do concerto grosso, ainda que esperasse atingir dois objetivos ao mesmo tempo. Ele havia prometido ao seu amigo violoncelista Robert Hausmann um concerto para solista, mas nunca teve a oportunidade de escrevê-lo. Nessa época Brahms havia tido um pequeno atrito com seu colega de longa data, o violinista Joseph Joachim, que achava que Brahms o havia posto de lado com a ex esposa de Joachim, por conta de seu recente divórcio. Então, através do bálsamo de uma composição, Brahms esperava acariciar três almas: as de Joachim, de Hausmann e a sua própria.

 

 

 

Vídeo