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Os mais famosos compositores da linha do tempo

DANÚBIO AZUL, OP. 314

Última modificação : Terça, 05 Janeiro 2016 09:40



STRAUSS, JOHANN BAPTIST (1825-1899)

AUSTRÍACO – ÓPERA ROMÂNTICA – C. 479 OBRAS 

 

AN DER SCHÖNEN BLAUEN DONAU, OP. 314

(Às margens do belo Danúbio Azul)

 

Composta como valsa de concerto em 1867, foi depois incluída por Strauss em sua opereta Indigo e os quarenta ladrões. Brahms admirava tanto a elegância e vivacidade dessa peça que declarou que gostaria de tê-la escrito. As valsas de Strauss logo se espalharam dos salões de baile de Viena para o resto da Europa, e o "Danubio azul" é até hoje uma das obras mais executadas do repertório clássico.

 

A priori, a escolha das composições a serem executadas como bis após um concerto cabe ao maestro da orquestra. Porém, no tradicional Concerto de Ano Novo da Filarmônica de Viena, o regente não tem escapatória. Após o encerramento da parte oficial do programa, o público sabe de antemão o que vai ouvir. Todo ano, repetem-se duas obras clássicas, uma delas é a valsa Danúbio Azul, de Johann Strauss II. A segunda, a Marcha Radetzky, de Johann Strauss I.

 

Danúbio Azul é uma peça para orquestra, que acabou mais identificada com a Áustria do que o próprio hino nacional do país.

 

A valsa estreou em um baile de Carnaval, a 15 de fevereiro de 1867, no salão da piscina pública Dianabad de Viena. Mas a obra não foi regida por seu compositor em sua primeira execução pública. Na mesma noite, Strauss tinha uma apresentação marcada na corte imperial. Um compromisso que não poderia ser trocado por um baile de Carnaval.

 

Na sua estreia a regência foi de Rudolf Weinwurm, regente da Associação Masculina de Canto Coral de Viena. Afinal, fora a associação que havia encomendado a valsa de concerto e tivera de esperar o fim da guerra entre Prússia e Áustria, provocada pelo então primeiro-ministro prussiano, Otto von Bismarck. Patriota, Strauss alegava falta de condições de compor algo alegre durante o conflito. Somente quando a paz foi assinada em 3 de outubro de 1866, ele se dedicou ao trabalho.

 

Assim, a obra ficou pronta com mais de seis meses de atraso. Com a Áustria ocupada pelos prussianos, foi o próprio Bismarck quem definiu a data de apresentação da nova composição de Strauss, que possivelmente se sentiu desconfortável ao saber que sua estreia foi executada pela banda do regimento alemão de infantaria 42, Jorge 5º, rei de Hannover, que estava em Viena.

 

Naquela noite, a música de Strauss foi acompanhada de um texto cantado, de autoria de Josef Weyl, um dos membros do coro. Tida como medíocre, a letra acabou sendo mais tarde abandonada, de modo que a valsa se consagrou por sua composição musical.



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