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Os mais famosos compositores da linha do tempo

FIDELIO, OP. 72B

Última modificação : Quinta, 22 Maio 2014 15:16


BEETHOVEN, LUDWIG VAN (1770-1827)

ALEMÃO – ERA CLÁSSICA – 398 OBRAS

 

Ópera em 2 atos

Escrita entre 1804-1805; revisão em 1806 e 1814

Estreia em 20 de novembro de 1805, Theater an der Wien, Viena, Áustria - primeira versão

Estreia em 23 de maio de 1814, Theater am Kärntnertor, Viena - versão definitiva.

 

Singspiel * com libretto de Joseph Sonnleithner e Georg Friedrich Treitschke, a partir do libretto de Léonnore, ou L’Amour Conjugal (1789), de P.Gaveaux, peça em "prosa entremeada de canto"  que, por sua vez, baseou-se em fatos ocorridos na França, durante o período do Terror, aos quais o autor (na época promotor público do Tribunal Revolucionário de Tours) se refere nas suas memórias.

 

Fidelio é a única obra teatral de Beethoven, que a compôs no ápice da sua maturidade artística. Mas a primeira versão, apresentada em 20 de novembro de 1805 no Theater an der Wien (Viena), com o título Fidelio, oder die eheliche Liebe (Op. 72), não teve recepção favorável do público, e Beethoven foi obrigado a suspender as apresentações.

 

Grande parte desse insucesso da estreia foi creditado à longa duração da ópera (três atos), mas também ao momento histórico tumultuado vivido então pela cidade de Viena, que, naqueles dias, havia sido invadida pelo exército napoleônico. Havia um clima de temor generalizado, e, na plateia, muitos dos espectadores eram militares franceses. Ademais, embora a trama se situasse em Sevilha, no fim do século XVIII, o tema da obra - a luta contra a tirania e a afirmação da liberdade e da justiça - certamente evocava a situação dos vienenses naquele momento.

 

Beethoven foi acusado de não saber escrever para as vozes, de tratá-las indistintamente como instrumentos e de ser pouco familiarizado com o gênero teatral. Apesar das duras críticas recebidas, o compositor fez uma nova versão em apenas dois atos, utilizando-se de um libretto revisto por seu amigo Stephan von Breuning. A obra foi reapresentada no ano seguinte (26 de março de 1806) com o título de Leonore (Op. 72a), mas não teve melhor sorte, sendo novamente retirada.

 

Só oito anos depois (1814), por solicitação do Theater am Kärntnertor, Beethoven voltou a trabalhar sobre Fidelio, com a colaboração do jovem Georg Friedrich Treitschke, que corrigiu uma vez mais o libretto, no sentido de melhorá-lo do ponto de vista teatral. A versão definitiva foi apresentada naquele mesmo ano, no dia 23 de maio. O sinal mais evidente do longo trabalho de composição são as quatro aberturas escritas por Beethoven para o Singspiel: duas compostas em 1804, uma em 1805 e a definitiva, feita em 1814.

 

Papéis principais:

Uma prisão na Espanha, na primavera

Don Fernando, (Ministro de Estado) - baixo

Don Pizarro, (Governador da Prisão) - baixo

Florestan, (Esposo de Leonore, prisioneiro político) - tenor

Leonore, (Esposa de Florestan, mas disfarçada de Fidélio) - soprano

Rocco, (Carcereiro-Chefe) - baixo

Marzelline, (filha de Rocco) - soprano

Jaquino, (Porteiro da prisão) - tenor

 

Orquestração:

1 flautim

1 tímpano

1 contra-fagote

2 flautas

2 oboés

2 clarinetes

2 fagotes 

2 trompetes

2 trombones

4 trompas

Instr. de cordas: violinos (primeiros e segundos), violas, violoncelos e contrabaixos.

 

(*) Singspiel - ópera falada e cantada

 

Vídeo

 

 

 

Fontes consultadas:

wikipedia.org

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