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Os mais famosos compositores da linha do tempo

CANÇÃO DA TERRA, A

Última modificação : Sexta, 22 Julho 2016 15:04



GUSTAV MAHLER (1860-1911)

AUSTRÍACO – ERA ROMÂNTICA – 18 OBRAS

 

Das Lied von der Erde - Canção-Sinfonia para contralto (ou barítono), tenor e orquestra. Letras de Hans Bethge, baseadas em poemas chineses, com aditamentos de Mahler. Publicada em 1911 - Viena, Universal Edition.

 

Estreia mundial: Munique, 20 de novembro de 1911, Mme. Charles Cahier (contralto), William Miller (tenor), Orquestra da Sociedade de Concertos de Munique (Bruno Walter).

 

É considerada, por alguns críticos, como a obra mais importante de Mahler. Nesta obra, tornam-se visíveis as qualidades mais singulares do compositor: a angústia existencial e a sublime grandiosidade.

 

A obra consiste num ciclo de seis canções baseadas em antigos poemas chineses, adaptados para o alemão por Hans Bethge. Mahler trabalhou nesta obra de 1907 a 1909. Porém, não chegou a ouvir a sua estreia perante o grande público, apesar de tê-la interpretado inúmeras vezes ao piano, auxiliado pelo seu amigo e aluno Bruno Walter. Estreou seis meses depois da morte do compositor.

 

Os poemas que integram o ciclo refletem a filosofia da existência humana:

 

DAS TRINKLIED VOM JAMMER DER ERDE ("A Canção-brinde à Miséria da Terra"), um poderoso lamento ("escura é a vida, escura é a morte"). É uma canção que confronta a eternidade da Terra e o caráter efêmero do homem neste planeta.

 

DER EINSAME IM HERBST ("O Solitário no Outono"), outonal e desesperançada, a partitura traz a indicação "impetuoso e exaustivo", com ligeiras sonoridades em surdina. Descreve a Terra envolta numa névoa outonal, como alegoria de desencanto amoroso.

 

Von der Jugend ("Da Juventude"), recria imagens da juventude: o ruído de "jovens lindamente vestidos" dentro de "um pavilhão de verde e branca porcelana".

 

Von der Schönheit ("Da Beleza"), retrata uma paisagem campestre, onde a beleza, especialmente a humana, é ressaltada pela luz da natureza e, ao final, um par de jovens trocam calorosos olhares.

 

Der Trunkene im Frühling ("O Bêbado na Primavera"), relaciona a vida a um mero sonho e assim o personagem entrega-se ao simples prazer de beber.

 

Der Abschied ("A Despedida"), reúne um dos tons mais sombrios e melancólicos desta obra, combinando dois poemas que aludem à nostalgia da amizade e à decisão de partir, num estado de serenidade própria das filosofias budistas.


 

Vídeo

 




 

Fontes consultadas:

. Guia Ilustrado Zahar Música Clássica

. Mahler, Michael Kennedy

. Wikipedia.org