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Mitos ou verdades | Conheça as principais lendas da música clássica

Última modificação : Sexta, 13 Fevereiro 2015 17:02




A história da música contém alguns personagens exóticos e mistérios que nos chamam atenção. Algumas lendas envolvem grandes nomes da música clássica, outras desvendam segredos sobre instrumentos e existem, ainda, aquelas que nos apresentam a verdade sobre grandes invenções. Selecionamos a seguir algumas histórias lendas musicais. 


 

Niccolò Paganini, músico italiano célebre por seu singular virtuosismo violinístico, encantou as plateias da época com concertos inacreditáveis, onde sua habilidade técnica era explorada em grande medida. Mas uma pergunta intrigava seus ouvintes: como ele conseguia tocar daquele jeito? Sua aparência cadavérica e seu estilo de vida desregrado contribuíram para o surgimento de uma lenda: dizia-se que Paganini havia vendido a alma ao diabo em troca de uma habilidade musical ilimitada. Em 1978 surgiu a teoria de Paganini era portador de uma doença conhecida como Síndrome de Marfan, ou Aracnodactilia, uma desordem do tecido conjuntivo que altera determinados membros do corpo. No caso de Paganini, seus dedos eram maiores que o normal. Isso explicava, em parte, sua habilidade técnica, pois uma mão maior e mais flexível teria mais capacidade para realizar proezas virtuosísticas. O talento de Paganini até hoje é citado como exemplo quando o assunto é virtuosismo instrumental.

 

Aqui você encontra o Capriccio nº 24 em lá menor: http://bit.ly/1fuP976  


 

O Fantasma da Ópera, obra escrita por Geston Leroux, inspirou inúmeros filmes, musicais e peças de teatro. Conta a história de um músico que teve o rosto desfigurado e utilizava uma máscara para escondê-lo. Desde então, passou a viver no subterrâneo de um teatro. Alguns afirmam que a história surgiu a partir de uma lenda sobre um cadáver que foi encontrado debaixo de um teatro em Paris. Lenda ou fato, esta história inspira escritores e compositores a produzir filmes e livros musicais sobre o tema.

 

Confira uma apresentação de O Fantasma da Ópera na interpretação de Sarah Brightman & Antonio Banderas. http://bit.ly/1b24O0D


 

Thomas Edison presenteou, em 1900, com um fonógrafo, o amigo inglês Lionel Mapleson. Naquela época, esse aparelho era o que havia de mais sofisticado para gravar e reproduzir sons. Mapleson, então, teve uma ideia genial: passou a gravar concertos de ópera no Metropolitan (a maior casa americana de espetáculos) a fim de coleciona-los. Em quatro anos gravou centenas de óperas, entre elas alguns registros inéditos como as óperas cantadas por Jean de Reszke. Também são dele as primeiras gravações da ária Ritorna Vincitor, da ópera Aída, de Verdi, e o Coro dos Soldados, do Fausto de Gounod.

 

Embaladas pela ideia de Mapleson, grandes gravadoras fecharam contratos para registrar os recitais. A equipe do Metropolitan, então, pediu que o inglês retirasse seu fonógrafo do lugar. De tanto serem ouvidas, muitas das gravações se desgastaram. Algumas delas só puderam ser identificadas graças à tecnologia digital empregada a partir dos anos 80. Mapleson caiu no anonimato, mas detalhes de seus registros ainda podem ser vistos na internet.


Confira: http://bit.ly/1aCQEmc


 

Parece história de fantasmas e assombrações, mas não é. Os pianos que tocavam sozinhos espantavam e assustavam os ouvintes que desconheciam o funcionamento dos pianos mecânicos. Eles foram muito populares no início do século 20 e eram compostos por caixas com dedos artificiais que abaixavam as teclas dos pianos normais. A movimentação dos “dedos mecânicos” era feita através da leitura das perfurações num cilindro giratório, semelhante ao mecanismo de uma caixa de música. O movimento de levantar e abaixar os pedais fazia com que os cilindros girassem e os dedos tocassem as teclas, produzindo os sons.


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