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Os mais famosos compositores da linha do tempo

CRIAÇÃO, A - HOB.XXI:2

Última modificação : Domingo, 02 Outubro 2016 12:36



HAYDN, FRANZ JOSEPH (1732-1809)

AUSTRÍACO – ERA CLÁSSICA – 1195 OBRAS

 

Movimentos/seções: 3 partes com um total de 34 seções

Ano da composição: 1796-1798

Gênero: Oratório sacro

Estreia mundial: 30 de abril de 1798 (concerto privado) e 19 de março de 1799 (apresentação pública) no Burgtheater, Viena

Primeira publicação: 1800

Libreto: Barão Gottfried van Swieten (1733-1803), com base na Bíblia (Gênesis e Salmos) e no poema "Paraíso Perdido", de John Milton (1608-1674)

Idioma: Alemão e Inglês

Estilo: Clássico

Instrumentação:

. Solistas vocais: 2 sopranos, tenor, barítono e baixo

. Coro misto (SATB)

. Orquestra: 2 flautas, 2 oboés, 2 fagotes, 2 clarinetas em si bemol, 2 trompas em mi bemol, 2 trompetes em dó, tímpanos e cordas.



Die Schöpfung

Ainda que o gênero tivesse tido o seu apogeu um pouco antes, no período barroco, é uma das obras mais carismáticas de toda a história da música e, para muitos, a obra-prima do compositor. Depois de ouvir os oratórios de Haendel na Abadia Westminster, Haydn sentiu-se inspirado a escrever uma obra bíblica de grande escala. A Criação resulta de uma encomenda de Johann Salomon, que sugeriu um libreto inglês.

 

A Criação estreou no dia 30 de Abril de 1798 no palácio de umas das mais nobres famílias de Viena, os Schwarzenberg. Foi uma execução privada, ainda que tivesse havido um ensaio público no dia anterior. Um ano mais tarde, em 19 de março, teve lugar a primeira apresentação pública no Burgtheater, também em Viena, novamente com Haydn (1732-1809) na regência.

 

A base do libreto é o Gênesis - da Bíblia Sagrada -, acrescentado de passagens do Livro dos Salmos e do poema Paraíso Perdido, o famoso épico de Milton. Foi traduzido para a língua alemã pelo barão Gottfried van Swieten, um diplomata melômano que fez carreira a serviço do Império Austro-Húngaro e que colaborou também com outros compositores importantes como Mozart e Beethoven.

 

A obra está dividida em três partes. A primeira trata dos quatro dias iniciais da criação; o surgimento da luz, da terra e do mar, dos corpos celestes e da vida vegetal. A segunda, da criação da vida animal: dos bichos, das aves, dos peixes, do homem e da mulher. Finalmente, a terceira parte, bem mais curta, é inteiramente dedicada às figuras de Adão e Eva e revela uma escrita musical que sugere um mundo idílico e perfeito, através de um raro virtuosismo instrumental.

 

A partitura consiste num tríptico composto pelo mundo inanimado, o mundo animal e o mundo do Homem. Numa continuada sucessão de curtas partes instrumentais, árias muito semelhantes às da ópera, recitativos particularmente elaborados, intervenções conjuntas dos solistas e coros de grande efeito. Ao todo, são trinta e quatro os fragmentos que a compõem, protagonizados pelos arcanjos Gabriel, Uriel e Rafael, aos quais se juntam na terceira parte Adão e Eva.

 

 

Vídeo


 

 

 

Fontes:

. Guia Ilustrada da Música Clássica Zahar

. Musica.ufrj.br / concertosufrj@musica.ufrj.br

. IMSLP/Petrucci Music Library