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Os mais famosos compositores da linha do tempo

Gioacchino Rossini | Curiosidades

Última modificação : Sexta, 06 Fevereiro 2015 17:29



 

INFÂNCIA

Gioacchino Antonio Rossini nasceu em 1792 na cidade italiana de Pesaro. Para escapar da pobreza, seu pai cogitou castrá-lo. Com isso, a voz do garoto não mudaria durante a adolescência e ele poderia continuar como cantor no coro da igreja. A mãe, porém, foi contra. O próprio Rossini gostava de contar essa história aos amigos, explicando como escapara de se tornar um castrati. "Quando criança, eu tinha uma bela voz", recordava ele. "Meus pais me faziam cantar no coro da igreja. Foi quando um tio, barbeiro de profissão, convenceu meu pai da oportunidade de impedir a mudança de minha voz, pois assim me tornaria uma fonte de renda segura para toda a família", contava.

 

CLARINETISTA MESTRE-CUCA
Além da música, a comida era uma das duas grandes paixões na vida do rechonchudo Gioacchino Rossini. Criou-se inclusive um extenso anedotário sobre o quanto a segunda teria interferido na primeira. Conta-se, por exemplo, que havia uma motivação de fundo gastronômico para o fato de, na maioria de suas óperas, a apresentação da segunda clarineta ficar reservada apenas para o primeiro ato. Segundo consta, um dos clarinetistas preferidos de Rossini era um exímio cozinheiro. Assim, durante o intervalo, ele poderia ir para a cozinha preparar o jantar que o compositor desfrutaria após o espetáculo.



ROSSINI NO PRATO
Conhecido como um grande gourmet, o compositor criou um prato chamado Tournedos Rossini, que até hoje consta no cardápio da cozinha internacional. Servido originalmente no Café Anglais, localizado no Boulevard des Italiens, em Paris, trata-se de um medalhão de filé coberto por uma camada de foie gras e trufas laminadas. O chef do restaurante teria ficado irritado com a interferência de Rossini, que insistira em preparar o próprio prato à mesa, mandando vir os ingredientes, um a um, da cozinha. "Se não está gostando, vire as costas", teria dito Rossini ao chef.

 


UM MOLHO COM GOSTO DE WAGNER
Rossini passou boa parte de sua vida negando a autoria de uma frase sobre o compositor alemão Richard Wagner, atribuída a ele pela imprensa parisiense da época. Segundo a lenda, numa mesa rodeados de amigos, Rossini teria comparado um turbot à l'Allemande, molho fortemente condimentado, à obra de Wagner. "Isso parece a música de Wagner: tem um molho forte, mas não tem nenhuma substância, nenhuma melodia". O próprio Rossini fez uma visita a Wagner para desmentir pessoalmente a pilhéria.

 


COELHINHO DE MADAME
Famoso pelas suas pilhérias, Rossini foi abordado certa vez por uma senhora da alta sociedade parisiense, que lhe indagou como deveria se dirigir a ele: "grande mestre", "gênio divino" ou "príncipe da música"? Rossini riu e respondeu: "Preferia que a madame me tratasse por 'meu coelhinho' ".

 


GATO NA ÓPERA
A primeira apresentação de O barbeiro de Sevilha, em 1816, na Itália, foi um fracasso histórico. O público vaiou a ópera do começo ao fim. Para piorar a situação, um gato resolveu entrar no palco em meio a uma das árias. O bichano pulou no colo de um dos atores e só a muito custo foi expulso do palco, após ameaçar arranhar duas atrizes com mordidas e unhadas.

 

 

GIACOMO PUCCINI

Ciúme difamador, doença incurável, suicídio, sucessos e fracassos. A vida de Puccini daria uma bela (e típica) ópera sua. Ele é considerado, depois de Verdi, o maior compositor italiano de óperas, prestigiado em vários países. Puccini pode ainda ser considerado o pai do teatro musical moderno – que se desenvolveria posteriormente com artistas como Vincent Youmans, Victor Herbert e Cole Porter.

 

PLÁGIO?
Puccini foi acusado de plágio por Jules Massenet pela obra "Manon Lescaut" (1893). É que anos antes, Massenet havia sido bem-sucedido com a ópera que tratava da personagem romântica Manon. Puccini remodelou essa obra e criou uma Manon sensual, com mais de um amante. "Massenet nos mostra uma Manon típica da França. Vou mostrá-la como um italiano, com uma paixão quente", teria comparado. Após um acordo entre as partes, a ópera do francês passou a se chamar "Manon" e a de Puccini, "Manon Lescaut".

 

GRAMOFONE

Muito popular nos Estados Unidos, Thomas Edison enviou para Puccini um presente, um gramofone com a tuba de ouro, que trazia a seguinte mensagem: "Outros farão inventos maiores do que o meu. Mas ninguém fará música melhor do que Puccini".

 

AUTO-ELOGIO

A modéstia decididamente não combinava com Puccini. Após os aplausos da fervorosa plateia na estréia de "Madame Butterfly", em 1904, em Milão, Puccini teria comentado: "Trata-se da melhor ópera que já escrevi e tenho convicção de que terá uma posição de destaque em todo o mundo".

 

 

INTERESSES
"Tosca" tinha tudo para não ser uma ópera de Puccini. Primeiro porque o autor da obra, Victorien Sardou, não gostava das músicas do italiano. Seu editor, Giulio Ricordi, demorou muito para conseguir os direitos do autor. Com o desinteresse de Puccini, acabou oferecendo o título para outros compositores. Puccini só passou a se interessar por "Tosca" depois de saber que Verdi havia participado de uma reunião com esses compositores em Paris. Ricordi então intensifica os trabalhos e faz com que Puccini obtenha os direitos da obra.

 

 

“Deem-me um rol de lavanderia que serei capaz de musicá-lo.” - Gioachino Rossini