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Os mais famosos compositores da linha do tempo

PIAZZOLLA, ASTOR PANTALEÓN (1921-1992)

Última modificação : Quarta, 22 Outubro 2014 18:06



 

A música de Astor Piazzolla é sem dúvida uma das maiores expressões artísticas que a Argentina já deu ao mundo. Incorporando ao tango um pouco de jazz e um pouco de música clássica, Piazzolla conseguiu um resultado formidável e ao mesmo tempo inovador, sofisticando esse ritmo portenho e revolucionando seus conceitos.

 

 

Astor Pantaleón Piazzolla, nascido no dia 11 de março de 1921 na cidade de Mar del Plata, passou a infância entre Buenos Aires e Nova York - mais na segunda cidade que na primeira. Começou a estudar música aos 9 anos nos Estados Unidos, dando continuidade em Buenos Aires e na Europa. Em 1935 teve um encontro quase místico com Carlos Gardel, ao participar como extra no filme "El Día que me Quieras".

 

Sua carreira começa verdadeiramente quando decide participar como bandoneonista na orquestra de Aníbal Troilo. Em 1952 ganha uma bolsa do governo francês para estudar com a legendária Nadia Boulanger, que o incentivou a seguir seu próprio estilo. Em 1955, de volta a terra natal, Astor forma o Octeto Buenos Aires. Sua seleção de músicos - em uma experiência similar à jazzística norte-americana de Gerry Mulligan - termina delineando arranjos atrevidos e timbres pouco habituais para o tango, como a introdução de guitarra.

 

A presença de Astor gerou no princípio receios, inveja e admiração entre a comunidade tangueira. Nos anos 60 Piazzolla teve que defender com unhas e dentes sua música, abalada pelas fortes críticas. A controvérsia era se sua música era tango ou não, a tal ponto que Astor teve que chamá-la de "música contemporânea da cidade de Buenos Aires". Mas isso não era tudo: Astor provocava a todos com sua vestimenta informal, com sua pose para tocar o bandoneón (tocava de pé, quando a tradição era segurar o fole sentado) e com suas declarações que mais pareciam desafios.

 

A formação no início dos anos 60 foi, basicamente, o quinteto. Seu público era integrado por universitários, jovens e pelo setor intelectual, se bem que estava longe de ser a maioria. Astor já tinha fama de durão e bravo, de lutador, estava em pleno período criativo e se rodeou dos melhores músicos.

 

Com Adiós Nonino, Decarísimo e Muerte de un Ángel começou a trilhar um caminho de sucesso que chegou ao ápice em seu concerto no Philarmonic Hall de Nova York e na musicalização de poemas de Jorge Luis Borges.

 

Em seus últimos anos, Piazzolla preferiu apresentar-se em concertos como solista, às vezes acompanhado por uma orquestra sinfônica e apresentações com seu quinteto. Foi assim que percorreu o mundo e ampliou a magnitude de seu público tornando-se conhecido internacionalmente.

 

Astor Piazzolla faleceu em Buenos Aires no dia 4 de julho de 1992, mas deixou como legado sua inestimável obra - que abrange cerca de cinquenta discos - e a enorme influência de seu estilo. Na verdade, a produção cultural sobre Piazzolla parece não ter fim: se estende ao cinema e ao teatro, é constantemente reeditada pelas gravadoras e ganha vida na Fundación Piazzolla, liderada por sua viúva, Laura Escalada.






 

Fonte:

mibuenosairesquerido.com