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Os mais famosos compositores da linha do tempo

Charles Gounod

Última modificação : Sexta, 25 Novembro 2016 14:20



 

Famoso sobretudo por suas óperas e músicas religiosas, Gounod marcou uma época e até hoje tem seu talento relembrado e reconhecido. Entre suas obras primas, encontramos Fausto (1859), Mireille (1864) e Romeo et Juliette (1867), todas entre as mais populares do repertório operístico francês.

 

 

Charles Gounod nasceu em 17 de junho de 1818 em Paris. Órfão de pai aos 5 anos, foi com sua mãe que se iniciou na música, demonstrando desde cedo talento excepcional. Manifesta o desejo de seguir uma carreira musical influenciado por obras como Don Juan de Mozart e as sinfonias de Beethoven. Opta pela composição. 

Ouça aqui uma de suas obras primas: Mireille. http://bit.ly/1kHOgcf

 

 

Nos primeiros anos (1840-1850), Charles Gounod se apaixona pela música sacra. Seduzido pela pureza da obra do compositor barroco Palestrina, que ouvira em Roma, e atraído pelo estilo eclesiástico, alicerça suas primeiras composições nesse gênero. Descobre o teatro lírico no princípio do Segundo Império (Sapho, 1851), época em que comporia seus maiores sucessos operísticos. A queda do regime coincide com a estiagem de sua veia lírica. 

 

Ouça aqui uma das mais conhecidas composições de Gounod: Ave Maria, baseado no Preludio em Dó Maior de Bach. http://youtu.be/UyeLHA6bBME

 

Saiba mais sobre a Ave-Maria de Bach-Gounod: http://bit.ly/UUrY2k



Após anos dedicados à religião, Charles Gounod se dá conta que sua fama viria da ópera. Escreve a primeira delas, Sapho, por solicitação da cantora Pauline Viardot. A obra tem um sucesso mitigado porém chama a atenção da crítica pela simplicidade e clareza de estilo, rompendo com a tradição do bel canto italiano e com os excessos da ópera de Meyerbeer. Dizia: “Quando componho, penetro nos sentimentos, nas palavras e no caráter dos personagens e deixo falar meu coração”.  É o início de um período de intensa atividade criadora que dá nascimento a uma longa lista de obras cênicas. As mais célebres e consagradas são: Fausto (1859), o primeiro grande sucesso e a grande obra-prima; Mireille (1864); e Romeu e Julieta (1867). Nessa época assume a direção da sociedade Orphéon de corais constituídos por cantores saídos das classes média e popular de Paris.

Ouça aqui a abertura de Romeu e Julieta, de Gounod: http://youtu.be/n9NuYdsd_HQ

 

Saiba mais sobre Romeu e Julieta: http://bit.ly/1kUYVR8

 

Esgotado por anos de trabalho ininterrupto, Charles Gounod viaja a Roma em busca da serenidade que essa cidade lhe inspirava. Compõe uma nova ópera, Polyeucte, na qual exprime de novo suas convicções religiosas. Conclui a obra em Londres onde se instala no começo da guerra franco-prussiana de 1870. Em seu regresso à França não pôde representá-la uma vez que a partitura e o libreto haviam sido retidos por sua amante Georgina Weldon, e que não aceitava sua partida. Gounod a reconstitui de memória, mas o fracasso de público o consterna: “Pereça minha obra, pereça meu Fausto, mas que Polyeucte seja encenada e viva!”

 

Confira aqui a Ópera Fausto de Gounod. http://bit.ly/U3VvWq

 

Saiba mais sobre Fausto: http://bit.ly/UmTi8K

 

 

 


Frase Gounod