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Prelúdio

Última modificação : Quinta, 03 Julho 2014 17:27


 

(Al. Vorspiel; fr. prélude; it. preludio; ing. prelude; lat. praeludium, praeambulum)

 

Movimento instrumental destinado a preceder uma obra maior, ou um grupo de peças. Os prelúdios evoluíram a partir de improvisações feitas pelos instrumentistas para testar a afinação, o toque e o timbre de seus instrumentos, e por organistas de igreja para determinar a altura e o modo da música a ser cantada durante a liturgia. Os mais antigos que se conhece encontram-se na tablatura do compositor alemão Adam Ileborgh, de 1448, em Fundamentum organisandi (1452), de Conrad Paumann, e no Buxheim Orgelnuch (1460-1470); as fontes do século XVI contém muitos mais.

 

Prelúdios isolados em um estilo improvisatório continuaram a ser escritos após 1600, mas durante o século XVII e a primeira metade do século XVIII, o prelúdio seguido por uma fuga ou uma suíte de danças tornou-se o tipo predominante.

 

O prelúdio e fuga é uma forma sobretudo alemã, que atingiu seu apogeu nas obras para órgão de J.S.Bach, e em seu "O cravo bem temperado". O elemento improvisatório está ausente em muitos dos prelúdios de Bach, mas é de importância primordial no Prélude non mesuré *, com que compositores franceses frequentemente prefaciavam suas suítes.

 

O classicismo produziu poucos prelúdios, mas o prelúdio como parte de uma peça mais complexa ressurgiu em obras do século XIX, influenciadas por Bach, como os Seis prelúdios e fugas, Op.35, de Mendelssohn, o Prelúdio e fuga sobre B-A-C-H, de Liszt, e os dois Prelúdios e fugas para órgão, de Brahms.

 

Mais característico do romantismo foi a série de prelúdios para piano. O grupo de 24 prelúdios "nas tonalidades maiores e menores", Op. 67 (c. 1814-1815), de Chopin, que por sua vez serviu de modelo para os de Heller (Op. 81), Alkan (Op. 31), Cui (Op. 64) e Busoni (Op. 37). Os de Rachmaninov, embora sob três diferentes números de opus (3, 23 e 32), também abrangem todas as 24 tonalidades. A noção do prelúdio como peça característica para piano, não-programática, foi assumida por compositores como Scriabin, Szymanowski, Shostakovich e Martinu. Os dois livros de Debussy tem títulos descritivos, o que é raro; seu Prélude à l´après-midi d´un faune é um poema sinfônico orquestral.

 

 

(*) Prélude non mesuré (Fr.) - Expressão para prelúdios franceses para cravo, do século XVII, escritos sem indicações ortodoxas de ritmo e métrica. A notação, tal como criada por Louis Couperin, consiste de uma sucessão de semibreves sem barras de compasso, com ligaduras indicando notas sustentadas, ou notas com significado ornamental ou importância melódica, ou isolando notas do que vem antes ou depois.



 

 

Fonte:

Dicionário Grove de Música, Edição concisa, Zahar