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Os mais famosos compositores da linha do tempo

SINFONIA Nº 39 EM MI BEMOL MAIOR, K.543

Última modificação : Quarta, 26 Junho 2019 14:29


 

WOLFGANG AMADEUS MOZART (1756 – 1791)

AUSTRÍACO – ERA CLÁSSICA - 655 OBRAS

 

Movimentos: 4

I. Adagio; Allegro

II. Andante con moto

III. Menuetto e Trio

IV. Allegro

 

Ano da composição: 26 de junho de 1788, em Viena (finalização)

Primeira publicação: 1797 - Offenbach: André, Plate 1103 (somente partes da obra)

Estilo: Clássico

Instrumentação: flauta, 2 clarinetes, 2 fagotes, 2 trompas, 2 trompetes, tímpanos e cordas.


 

Mozart compôs suas três últimas sinfonias - nº 39, 40 e 41 - sem encomenda ou perspectiva de apresentação. Elas constituem um milagre sobre o qual se debruçam, até hoje, entendidos ou simples amantes da música. Elas foram compostas, em rápida sucessão, durante o verão de 1788 ­o que, por si só, já seria um feito inacreditável. Ainda mais espantoso, entretanto, há de ser o fato de que as três, como três Graças divinas, possuem personalidade totalmente definida; cada uma delas, um acontecimento na história da música.

 

 

A Sinfonia nº 39, ainda que menos conhecida do que as duas últimas que escreveu (40 e 41), é considerada pelos estudiosos da obra de Mozart a mais irreverente e reveladora de seu espírito. As duas mais famosas são, naturalmente, a nº 40, em sol menor, com a sua energia quase demoníaca, e a nº 41 - "Júpiter" -, que é a própria perfeição da forma clássica, além de estar repleta de inspiração.

 

Se a nº 39, em Mi bemol, é menos famosa, não significa que seja menos notável. Pelo contrário, ela leva o pensamento sinfônico de Mozart a uma espécie de realização completa. Aqui, não há mais hesitações,nem o compositor precisa apelar para climas extraordinários: desde o primeiro movimento, Adagio/Allegro, é como se estivéssemos no centro da mais fascinante conversa musical, onde os temas se sucedem sem criarem oposições excessivas; onde a cor orquestral é levada a extremos de sofisticação - uma cor levemente outoniça, como se Mozart soubesse que tinha entrado na etapa final do seu desenvolvimento sinfônico. Depois do "Andante con moto", o Minueto é robusto, abrindo espaço para um Finale repleto de verve. Esta sinfonia é um doce contraponto às sinfonias de Haydn, em estilo igualmente engenhoso, do tipo "nem uma nota perdida".

 

 

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Fontes consultadas:

repertoriosinfonico.blogspot.com.br

IMSLP/Petrucci Music Library