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ABERTURA 1812, OP. 49

Última modificação : Quarta, 20 Agosto 2014 14:31


 

PYOTR ILYICH TCHAIKOVSKY (1840 – 1893)

RUSSO – ERA ROMÂNTICA - 159 OBRAS

 

1812 Overture, Op.49

The Year 1812 / 1812 год (1812 god)

 

Número de catálogo: Op.49 ; TH 49 ; ČW 46

Tonalidade: Mi maior

Obra com um movimento:

Largo - Allegro giusto (428 compassos)

Ano da composição: 1880

Data da estreia: 20 de agosto de 1882. Moscou, Art & Industry Exhibition, com Ippolit Altani na regência

Primeira publicação: 1882 - Moscou, P. Jurgenson:

. Partitura completa, 75 páginas

. Arranjo para piano a 4 mãos: 35 páginas

. Arranjo para piano solo: 21 páginas

Estilo: Romântico

 

Instrumentação: piccolo, 2 flautas, 2 oboés, corne inglês, 2 clarinetes (B), 2 fagotes + 4 trompas (F), 2 cornetas (B), 2 trompetes (E), 3 trombones, tuba + tímpanos, triângulo, bumbo, caixa clara, címbalos, pandeiro, carrilhão, sinos, cordas + banda militar (metais), 1 canhão de artilharia (ou vários, por motivos de sincronização. Gravações de disparos de artilharia ou instrumentos de percussão são comumente utilizados como alternativa).

 

 

A Abertura solene para o Ano de 1812 é uma obra orquestral comemorando o fracasso da invasão francesa à Rússia em 1812 e a subsequente devastação do "Le Grande Armeé" de Napoleão Bonaparte. A obra é também conhecida pela sua sequência de tiros de canhão que é, em alguns concertos ao ar livre, executada com canhões verdadeiros.

 

Foi composta para a abertura da Exposição Universal das Artes, realizada em Moscou em 1882. Foi comissionada a Tchaikovsky pelo diretor dos Concertos da Sociedade Imperial Russa, Nicolas Rubinstein. A abertura da exposição coincidiu com a consagração da nova catedral, erigida para comemorar o fracasso da invasão de Napoleão Bonaparte à Rússia, em 1812. Napoleão era um general temido e o exército francês era considerado imbatível. Em 1812, a França venceu a primeira batalha, a Batalha de Borodin. Mas os franceses foram derrotados pelo frio rigoroso do inverno russo, que, associado a uma epidemia de tifo, fez com que Napoleão ordenasse uma retirada desordenada e catastrófica. O exército de 600.000 homens foi reduzido a 40.000. Os russos consideraram que houvera ‘intervenção divina' a favor da Rússia.

 

Embora não gostasse desse tipo de encomenda, Tchaikovsky a aceitou e começou a trabalhar em uma obra que celebrasse simultaneamente os 70 anos da vitória russa sobre Napoleão e o aniversário da coroação do Czar. Nesse estágio de sua vida, ele era apoiado por Nadeshda von Meck, uma senhora milionária que lhe encomendara algumas músicas em 1876. Von Meck foi a mecenas de Tchaikovsky, pagando-lhe uma renda anual que permitiu ao compositor a liberdade de escolha de suas composições. Em contrapartida, ela estabeleceu a condição de que jamais deveriam se encontrar. Eles se correspondiam frequentemente, até 1890, quando um mal entendido levou a um rompimento dessa relação.

 

A obra, de caráter fortemente nacionalista, se baseia num antagonismo entre a inicial vitória francesa e a posterior revanche russa. A França é musicalmente representada pelo tema de La Marseillaise, hino da Revolução Francesa. A posterior vitória russa no mês seguinte, é representada pelo hino Deus Salve o Czar, seguido pelo sonoro e clássico troar de canhões.

 

Por volta de 1960, com a extinção do hino czarista, a obra sofreu modificações, sendo o tema original substituído pelo coro final da ópera Ivan Susanin, de Mikhail Glinka, cujo nome original é "A Vida pelo Tzar", modificação também realizada por ordem do regime soviético.

 

Em sua forma completa, a peça é executada por coro, orquestra sinfônica e banda militar com o auxílio de peças de artilharia e carrilhão. Em execuções em salas fechadas, costuma-se substituir os canhões por tímpanos (tambores), a fim de se obter um efeito semelhante ao do disparo das peças.

 

 

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Fontes:

Wikipedia.org

IMSLP/Petrucci Music Library