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Os mais famosos compositores da linha do tempo

Sinfonia nº 41, "Júpiter", de Mozart

Última modificação : Segunda, 26 Junho 2017 13:42


 

 

Mozart deixou um legado belíssimo para os amantes da música clássica. Aos 4 anos, compôs sua primeira obra. Aos 9 anos escreveu a primeira sinfonia por um motivo prosaico: como estava doente, seu pai, Leopold, o proibiu de tocar cravo. Entediado, usou o tempo livre para compor a obra. Aos 12 anos já havia composto algumas óperas e aos 16 contava com 135 obras em todos os gêneros.



A Sinfonia nº 41, K.551, Júpiter, foi a última das 41 sinfonias compostas por Mozart. Nesta magnífica obra, Mozart revela a cada momento e, sobretudo no final, todos os recursos da sua ciência e todo o seu poder que culminam em uma fuga elaborada sobre os cinco motivos do último movimento. Na tonalidade de Dó Maior é composta por 4 andamentos - como era tradicional no período clássico – sendo: Allegro vivace, Andante cantábile, Menuetto: Allegretto – Trio e Molto allegro.

 

Neste vídeo você encontra o primeiro movimento: https://youtu.be/noAPeUlOjfc

 

 

A Sinfonia Júpiter é hoje em dia uma das peças orquestrais mais tocadas em concertos pelo mundo. Na mitologia grega, Júpiter é o rei de todos os deuses, uma denominação apropriada para uma obra tão magnífica. Estudiosos apontam para duas possíveis fontes para esta inspiração: o filho de Mozart, Xavier, e em segundo lugar a J.B. Cramer (1771 - 1858), o fabricante de pianos de Londres, editor e um dos membros fundadores da Sociedade Filarmônica de Londres.

 

Aqui você assiste o vídeo com o 2º movimento: http://youtu.be/prJ83R0Ev_8

 

 

Acerca da vertiginosa velocidade com que Mozart escrevia as suas composições, já se tem dito que, numa época em que boa parte da música se fazia por encomenda, o compositor de Salzburgo fazia produção em série. Mas suas últimas sinfonias demonstram que a razão dessa facilidade de criação era outra: o genial talento de Mozart. Na Sinfonia nº 41, Mozart combina o rigor da técnica do contraponto, característico do período Barroco, com uma linguagem própria, nova, que faz já lembrar o que Beethoven viria a fazer depois, em plena época Clássica. Daí se diz que, na Sinfonia Júpiter, Mozart baseia-se na tradição para traçar as linhas do futuro.

 

Aqui você encontra o 3º movimento: https://youtu.be/UdpNf_1VXwg


A Sinfonia nº 41, em Dó maior, foi terminada nos primeiros dias de Agosto de 1888 – ou seja, poucos dias após Mozart ter concluído a Sinfonia nº 40. Ambas estrearam em 1791, precisamente o ano da morte do compositor. Mozart compôs praticamente em simultâneo as suas últimas 3 sinfonias, de nºs 39, 40 e 41.

 

Neste vídeo você encontra o 4º movimento: http://youtu.be/yRUlzJn8UeU 



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