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SINFONIA Nº 10 | AMERÍNDIA

Última modificação : Quarta, 10 Dezembro 2014 19:40


 

HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959)

BRASILEIRO – ESCOLA NACIONALISTA BRASILEIRA - c.1.000

 

A Sinfonia Ameríndia nº 10 traz o subtítulo 'Sumé Patrium Pai´' (Maior pai de todos os pais), é uma obra com caráter de oratório. Foi definida pelo compositor como uma sinfonia americana-indígena com coros.

 

Villa-Lobos escreveu esta sinfonia em 1952, por encomenda da comissão do IV Centenário da Cidade de São Paulo. Foi concebida para solista, coro e orquestra e teve como texto básico o poema Beata Vergine do Padre José de Anchieta.

 

Nesta sinfonia Villa- Lobos se mostra mais brasileiro que nunca. São cinco movimentos:

Allegro (A terra e os seres)

Lento (Gritos de guerra e a voz da terra)

Allegretto Scherzando Scherzo (Yurupichuna e a vida dos silvícolas)

Lento (Aparição de Anchieta)

Poco allegro (São Paulo de Ipiratininga). Finale: Aleluia.

 

No primeiro movimento encontra-se a selvagem poesia das sinfonias brasileiras de Villa-Lobos: as palpitações da floresta onde fervilham as presenças invisíveis.

 

Com uma impressionante instrumentação que inclui uma grande orquestra com órgão, um coro misto e solistas: tenor, barítono e baixo solo. A sinfonia inteira é baseada em um clima festivo e alegre, e que contém uma configuração de coral expressiva com uma concepção de conjunto em oito partes com texturas, riqueza de estilos e técnicas diferentes.

 

Teve sua estreia no Teatro dos Champs-Elysées, em Paris, no dia 04 de abril de 1957, com a Orquestra Nacional da Rádio-Difusão Francesa, solistas Giraudeau, Maurane e Chalude, regência do próprio Villa-Lobos.

 

 

Vídeo


 

 

 

 

Fontes:

"Roteiro de Villa-Lobos", de Donatello Grieco, Fundação Alexandre Gusmão (2009)

"Villa-Lobos o Homem e a Obra", de Vasco Mariz, Editora Francisco Alves (2005)