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OSB e elenco de vozes realizam a estreia nacional de ‘O Perigo da Arte’, de Tim Rescala, na Sala Cecília Meireles

Última modificação : Quinta, 18 Dezembro 2014 14:30


 OSB logo


 

Nos próximos dias 20 e 21 de dezembro a OSB encerra as suas atividades deste ano com duas apresentações na Sala Cecília Meireles – espaço da Secretaria de Estado da Cultura – pela série “Ópera na Sala”, que integra a programação do local e traz versões de câmara de grandes produções líricas.

 

 

Às 20h no sábado e no domingo às 17h, os músicos da OSB, regidos pelo maestro Abel Rocha, inauguram esta série com a interpretação da ópera “O Perigo da Arte”, de Tim Rescala, que estreia no Brasil. Encomendada para o Núcleo de Ópera Contemporânea da Argentina, onde estreou mundialmente no ano passado, “O Perigo da Arte” traz um tema polêmico: a influência de críticos, curadores e marchands na comercialização de obras de arte, movidos por interesses econômicos acima dos artísticos. A OSB vem acompanhada do barítono Inácio de Nonno, da mezzo-soprano Keila de Moraes, e do tenor Flávio Leite.

 

O programa traz, também, a ópera “O Telefone”, de Giancarlo Menotti, com Inácio de Nonno e a soprano Rosana Lamosa no papel de um casal de namorados que se desencontram. Os ingressos vendidos à R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) estão disponíveis somente na bilheteria da Sala com as vendas iniciadas a partir das 12h.

 

 

Sobre Abel Rocha

Abel Rocha foi diretor artístico do Teatro Municipal de São Paulo e regente titular da Orquestra Sinfônica do Municipal nos anos de 2011 e 2012. Foi responsável pela regência e direção musical de montagens brasileiras de óperas de Schönberg, Debussy, Händel, Mozart, Rossini, Donizetti, Verdi, Bizet e Puccini. Realizou as estreias mundiais de títulos brasileiros como Anjo negro, de João Guilherme Ripper, Brasil outros 500, de Toquinho e Millôr Fernandes, e A tempestade, de Ronaldo Miranda, tendo trabalhado ainda como diretor de voz e maestro residente da Cia. Brasileira de Ópera.

Em sua atividade como regente orquestral, nos últimos anos, Abel Rocha conduziu diversos programas sinfônicos, à frente das mais importantes orquestras brasileiras, tais como a Sinfônica Brasileira (OSB), Sinfônica de Porto Alegre, Filarmônica de Minas Gerais, Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (Brasília), Camerata Antiqua de Curitiba, Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), entre outras. Em 2010, estreou como regente convidado frente à Orquestra Sinfônica do SODRE, de Montevidéu. Formado pela Unesp, Abel Rocha realizou especialização em regência de ópera na Robert-Schumann Musikhochschule de Düsseldorf, Alemanha, tendo posteriormente obtido seu doutorado pela Unicamp a partir da pesquisa sobre a interpretação moderna da ópera L’Orfeo, de Claudio Monteverdi. Durante seus anos de formação foi orientado por Hans Kast, Roberto Schnorrenberg e Eleazar de Carvalho.

 

 

Sobre a OSB

A Orquestra Sinfônica Brasileira é o mais tradicional conjunto sinfônico do país. Roberto Minczuk é o maestro titular a frente de 95 músicos. Fundada em 1940, pelo maestro José Siqueira, a OSB foi a primeira a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia. As missões institucionais contemplam a conquista de novos públicos para a música sinfônica, o incentivo a novos talentos e a divulgação de um repertório diversificado, objetivos alcançados em mais de quatro mil concertos realizados durante sete décadas de trajetória ininterrupta.

A história da OSB se compôs através da contribuição de grandes músicos e regentes como Eleazar de Carvalho e Isaac Karabtchevsky. Além de ter revelado nomes como Nelson Freire, Arnaldo Cohen e Antonio Meneses, a OSB também contou em sua história com a colaboração de alguns dos maiores artistas do século XX: Leonard Bernstein, Zubin Mehta, Kurt Sanderling, Arthur Rubinstein, Martha Argerich, Kurt Masur, Claudio Arrau, Mstislav Rostropovich, Jean-Pierre Rampal e José Carreras, dentre outros.

As atividades da OSB são viabilizadas pelo apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da mineradora Vale e de um conjunto de investidores da iniciativa privada e investimentos públicos.

Apostando num amplo espectro da música - da produção barroca aos compositores contemporâneos - a Orquestra Sinfônica Brasileira busca continuamente a excelência artística e, por consequência, a concretização de seus objetivos sociais e educativos.

 

 

Sobre a Sala Cecília Meireles

Inaugurada pela primeira vez em 1° de dezembro de 1965, a Sala Cecília Miereles - espaço da Secretaria de Estado de Cultura - ou somente “a Sala”, como ficou conhecida carinhosamente, foi construída nas dependências do tradicional edifício do Cinema Colonial, na Lapa, e trouxe aos cariocas a realização de um desejo antigo: um lugar apropriado na cidade para a música de concerto. A história da Sala guarda lembranças poderosas do universo musical do Rio, que se tornaram realidade através das mãos dos diretores Henrique Morelenbaum, José Mauro Gonçalves, José Renato, Ayres de Andrade, Jacques Klein, Isaac Karabtchebsky, Myrian Dauelsberg, que passaram pelo estabelecimento.

Às vésperas de completar 50 anos, e sob a direção de João Guilherme Ripper, há dez anos na função, um novo ciclo aguarda o dia da reinauguração da Sala Cecília Meireles, após quatro anos em ritmo de obras. Voltam à Sala os sons originais, capazes de tocar a alma, levar a mente para outras dimensões e trazer felicidade a quem os ouve – pianos, violinos, violoncelos, oboés, todo e qualquer instrumento capaz de, nos acordes, contar uma história de vida e arte.

A Sala Cecília Meireles reabriu no final de novembro e a OSB já prestigiou a reabertura do espaço com duas apresentações, pela série “Orquestras”, com interpretação de árias e óperas regidas pelo maestro Marcelo de Jesus e com participações da mezzo-soprano Carolina Faria e da soprano Maíra Lautert.

 

 

Série Ópera na Sala – Sala Cecília Meireles

Sábado, 20 de dezembro, às 20h

Domingo, 21 de dezembro, às 17h

OSB

Abel Rocha, regência

Flávio Leite – tenor

Inácio de Nonno – barítono

Rosana Lamosa – soprano

Keila de Moraes – mezzo-soprano

 

 

Programa:

O Perigo da Arte – Tim Rescala (estreia brasileira)

O Telefone – Giancarlo Menotti

 

 

Serviço:

Sala Cecília Meireles – Largo da Lapa, 47

Telefones: 21 2332-9223/ 2332-9224

Valor: R$ 40 (inteira) R$ 20 (meia)

Os ingressos estão à venda somente na bilheteria da Sala, a partir das 12h.

Realização: Ministério da Cultura. A Orquestra Sinfônica Brasileira é mantida pela Vale e Prefeitura do Rio. Apoio financeiro: BNDES. Patrocinador master: Carvalho Hosken.

 

Mais informações pelo site: www.osb.com.br

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