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Os mais famosos compositores da linha do tempo

IBERIA

Última modificação : Sexta, 05 Fevereiro 2016 15:45


 

ISAAC ALBÉNIZ (1860-1909)

ESPANHOL – ESCOLA NACIONALISTA ESPANHOLA – C.150 OBRAS

 

Título alternativo: 12 Impresiones Españolas

 

Ano da composição: 1905-1908

Primeira publicação: 1906

Dedicatórias:

Madame Ernest Chausson, sua esposa (Livro 1)

Blanche Selva (Livro 2)

Marguerite Hasselmans (Livro 3)

Madame Pierre Lalo (Livro 4)

Estilo: Romântico

Instrumentação: Piano solo.

 

Coletânea de 12 peças divididas em 4 livros:

Livro I (1906)

1. Evocación

2. El puerto

3. El Corpus en Sevilla

Livro II (1906)

4. Rondeña

5. Almeria

6. Triana

Livro III (1907)

7. El Albaicín

8. El Polo

9. Lavapiés

Livro IV (1908)

10. Málaga

11. Jérez

12. Eritaña.

 

As 12 peças foram apresentadas pela primeira vez pela pianista francesa Blanche Selva (1884-1942) sendo que cada um dos livros teve sua estreia em datas e lugares diferentes - três delas em Paris e outra em uma pequena cidade no sul da França:

 

Livro I: 09 de maio de 1906, Salle Pleyel, Paris

Livro II: 11 de setembro de 1907, Saint-Jean-de-Luz

Livro III: 02 de janeiro de 1908, Palace of Princess de Polignac, Paris

Livro IV: 09 de fevereiro de 1909, Société Nationale de Musique, Paris.

 

Preocupados com sua saúde, amigos convenceram Albéniz a desistir das óperas. Em vez disso, trabalhou nessas 12 peças características que vieram a ser sua obra-prima. Cada uma retrata um lugar da Espanha. Alguns, como El Albacicín ou Málaga, são escolhas pitorescas convencionais; outros, como Lavapiés (bairro pobre de Madri), são surpreendentes. Todos tecem extraordinárias e sutis redes sonoras nas quais uma estrutura (como um ostinato, ou uma figura de acompanhamento com harmonias espanholas típicas de guitarra) é enriquecida com camadas de ornamentação cromática.

 

Depois de ouvir o pianista Joaquín Malats tocar "Triana", do Livro II, Albéniz superou-se nos Livros III e IV, tanto em dificuldade técnica quanto em densidade das partes internas. A influência dessas obras na música pianística posterior foi imensa. Ninguém menos que Olivier Messien classificou Iberia ao lado da Arte da Fuga de J.S.Bach e das últimas sonatas de Beethoven.

 

 

Vídeo


 



 

 

Fontes:

Guia Ilustrado Zahar da Música Clássica

Wikipedia.org

IMSLP/Petrucci Music Library