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Os mais famosos compositores da linha do tempo

Giacomo Puccini

Última modificação : Sexta, 27 Fevereiro 2015 14:21




Ciúme difamador, doença incurável, suicídio, sucessos e fracassos. A vida de Puccini daria uma bela (e típica) ópera sua. Ele é considerado, depois de Verdi, o maior compositor italiano de óperas, prestigiado em vários países. Puccini pode ainda ser considerado o pai do teatro musical moderno – que se desenvolveria posteriormente com artistas como Vincent Youmans, Victor Herbert e Cole Porter.

 

Puccini iniciou a carreira aos 14 anos como organista de igrejas na cidade de Lucca, na Toscana, onde nasceu em 22 de dezembro de 1858. A ópera entrou na vida de Giacomo Antonio Domenico Michele Secondo Maria Puccini aos 18 anos, quando assistiu a "Aída", de Giuseppe Verdi, em 1876.

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Apesar da situação econômica difícil desde os 5 anos de idade – quando o pai morreu -, Puccini ingressou no Conservatório de Milão em 1880 graças a uma bolsa de estudos concedida pela rainha Margherita e a ajuda financeira do tio. Embora não tivesse a idade mínima permitida, aos 22 anos ingressou diretamente na turma "sênior" do conservatório.

 

Ouça aqui um dos maiores clássicos do compositor, Nessun Dorma, ária da ópera Turandot:

http://youtu.be/MHNloEYU1e0

 

 

Em 1883, Puccini compôs sua primeira ópera, "Le Villi", visando ganhar um concurso. Perdeu, mas seguiu seu destino. Em 1889 estreou no teatro Scala, em Milão, a ópera "Edgar", também sem muita repercussão. Cogitou largar tudo e recomeçar a vida na Argentina, onde vivia o irmão.

Foi com "Manon Lescaut" (1893), sua terceira ópera, que obteve a fama internacional. A escolha desse tema foi uma ousadia porque havia sido baseada em uma história de recente sucesso do francês Jules Massenet. A obra de Puccini logo ganhou o mundo e foi aplaudida de Londres a Budapeste, passando pelo Rio de Janeiro e Buenos Aires.

 

Ouça Donna Non Vidi Mai, da ópera Manon Lescaut, na voz do grande Pavarotti:

http://youtu.be/73xRJ68NZmo



Puccini realizou um amor impossível – pelo menos para uma Itália católica ultraconservadora e preconceituosa. Aos 25 anos, começou um romance com uma mulher casada, Elvira Gemignani. Tiveram um filho, Antonio, nascido em 1896. O casamento ocorreu em 1904.

A relação foi conturbada. Ciumenta, Elvira acusou a empregada da família Doria Manfredi de seduzir e manter relações sexuais com Puccini. Pressionada, Doria suicidou-se em 1909 com veneno, na casa dos Puccini. A autópsia confirmou a virgindade dela. Elvira teria sido presa por alguns meses por injúria contra a empregada, além de pagar indenização à família da acusada.

 

Confira aqui o melhor de Puccini: http://youtu.be/a5lYyMNxR4Q

 

Acontecimentos ruins ainda marcariam a vida do compositor. "Era como se eu tivesse sofrido um linchamento, os carnívoros não escutaram nenhuma nota da minha música. Eram loucos, bêbados e cheios de ódio. Mas a minha Butterfly não morre. É a ópera com o mais profundo sentimento e imaginação que já criei", disse após a estreia da ópera "Madame Butterfly" em fevereiro de 1904. Foi um fracasso inesperado.

O compositor persistiu. Debruçou-se sobre a obra, revisando tudo e refazendo alguns trechos. Dividiu o segundo ato em duas cenas e eliminou alguns trechos do primeiro. A versão revisada obteve um estrondoso sucesso meses depois. Até hoje, é considerada uma de suas obras primas.

 

Ouça aqui o Intermezzo sinfonico de Madame Butterfly: http://youtu.be/5lCP_zXyJx4

 

Saiba mais sobre Madame Butterfly: http://bit.ly/1AF3T2B

 

 

 

Frase Puccini