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Os mais famosos compositores da linha do tempo

Claudio Monteverdi

Última modificação : Sábado, 24 Fevereiro 2018 15:18


 

Claudio Giovanni Antonio Monteverdi foi compositor, maestro, cantor e gambista italiano. Desenvolveu sua carreira trabalhando como músico da corte do duque Vincenzo I Gonzaga em Mântua, e depois assumindo a direção musical da Basílica de São Marcos em Veneza. Destacou -se como compositor de madrigais e óperas e foi um dos responsáveis pela passagem da tradição polifônica do Renascimento para um estilo mais livre.

 

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Monteverdi fez os estudos musicais em sua cidade natal, Cremona. Aos 15 anos já havia publicado um moteto a três vozes. Aos 16, publicou o primeiro de seus oito livros de madrigais ("moteto" e "madrigal" são gêneros de composição polifônica vocal).

Com 17 anos entrou para o serviço da poderosa família Gonzaga, de Mântua, onde foi violinista, organista e, por fim, maestro da corte e mestre-de-capela (músico encarregado de compor peças sacras e dirigir a execução em igrejas). Em 1613 foi nomeado regente do coro da basílica de São Marcos, em Veneza.

 

Ouça aqui Duo Seraphim: https://youtu.be/CeZZcarSb8o

 

 

O ponto de partida da música de Monteverdi foi o madrigal renascentista. São especialmente dignos de nota os seis madrigais da coleção Lágrimas do amante no sepulcro da amada, que foram reeditados, no século 20, por Nadia Boulanger (1887-1979). Revolucionário, Monteverdi deu o passo decisivo do madrigal para a monodia (canto em uníssono) e, ao mesmo tempo, do canto a capella (sem acompanhamento musical) para o canto acompanhado de instrumentos musicais.

Sua ópera La Favola d'Orfeo foi um feito pioneiro: é a primeira ópera com ampla participação orquestral, sobretudo de instrumentos de cordas. Ao contrário de obras anteriores, de outros compositores, também dedicadas ao mito de Orfeu, Monteverdi mantém o final trágico original: Orfeu perde Eurídice quando olha para trás, depois de abandonar o Hades.

 

Saiba mais sobre L"Orfeo

 

Ouça aqui outro grande sucesso do compositor, Magnificat: https://youtu.be/RajAq0Yd-s4

 

 

As inovações de Monteverdi foram combatidas. Acusava-se o compositor de ser incapaz de escrever uma peça polifônica - e só por essa razão teria se dedicado à composição monódica. Para desmentir os críticos, Monteverdi terminou suas Vésperas da Virgem com uma missa a capella para seis vozes, seguindo o estilo de Giovanni Pierluigi da Palestrina, cujas obras eram marcadas por uma polifonia sóbria.

Ao assumir o cargo de mestre-de-capela em Veneza, Monteverdi elevou o nível do coro, encomendou novo repertório a compositores de destaque e compôs uma série de obras sacras, pelas quais se tornou famoso em toda a Europa. Das óperas escritas em Veneza subsiste, principalmente, L'Incoronazione di Poppea, uma obra-prima da música barroca.

 

Ouça Il ritorno di Ulisse in Patria. https://youtu.be/CJeFcOqzdXc

 

 

Monteverdi é, talvez, o único grande mestre do período que vai da morte de Giovanni Pierluigi da Palestrina ao surgimento de Bach e Handel. Ele viveu em um período de mudanças, quando o fim da renascença dava lugar ao barroco, e encorajou essa transição, além de utilizar seu gênio para desenvolver e transformar todos os aspectos da música.

Os oito livros de madrigais publicados durante sua vida, nos quais introduziu os acompanhamentos musicais e explorou ao máximo as possibilidades dramáticas do gênero, além das Vésperas e de suas óperas, que também abriram novos caminhos, confirmam a importância crucial de Monteverdi para a história da música.

 

Confira "Selva Morale e Spirituale" : https://youtu.be/LR6YALcavhE

 

 

 

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