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MORTE E TRANSFIGURAÇÃO, OP. 24

Última modificação : Segunda, 15 Junho 2015 16:53


 

STRAUSS, RICHARD (1864-1949)

ALEMÃO – ERA ROMÂNTICA – 189 OBRAS

 

Tod und Verklärung, Op.24

 

Nº de catálogo: Op.24; TrV 158

Ano da composição: 1888-89

Primeira apresentação: 21 de junho de 1890, em Eisenach, com a Stadttheater Orchester des Tonkünstlerfest, sob regência do próprio compositor

Dedicatória: Friedrich Rösch

Estilo: Romântico

Instrumentação:

3 flautas, 2 oboés, corne inglês, 2 clarinetas em si bemol, clarineta baixo em si bemol, 2 fagotes, contrafagote, 4 trompas em fá, 3 trompetes em fá e dó, 3 trombones, tuba, tímpanos, tam-tam, 2 harpas, cordas

 

Poema sinfônico em forma de sonata, forma esta que o consagrou compositor a partir de 1886. É o primeiro poema sinfônico do compositor baseado em uma narrativa.

 

Morte e Transfiguração busca revelar, através da música, os últimos momentos de vida de um artista, sua batalha para manter-se vivo, suas lembranças e sua chegada ao outro mundo. Uma vez pronta a obra, Strauss pediu a Alexandre Ritter que escrevesse um poema explicitando as ideias que tinham inspirado a composição. O poema, que deveria ser impresso junto à partitura, serviria como uma espécie de guia para o ouvinte. Strauss regeu a primeira audição no dia 21 de junho de 1890, no Festival de Eisenach. A apresentação apenas confirmou a carreira de sucesso do compositor, que se iniciara dois anos antes, com Don Juan.

 

“Num quarto miserável, iluminado por uma lamparina, um doente jaz em seu leito. A morte se aproxima em meio ao silêncio cheio de terror. De vez em quando, o infeliz sonha e se acalma em sua lembranças. Sua vida desfila diante de seus olhos: sua infância inocente, sua juventude feliz, as lutas da idade madura, seus esforços para atingir o sublime objetivo de seus que sempre lhe escapa. Ele continua a persegui-lo e, enfim, acredita alcança-lo. Mas a morte o contém com um trovejante ‘Alto!’. Ele luta desesperadamente e se obstina, mesmo na agonia, em realizar seu sonho. Mas o martelo da morte destrói seu corpo e a noite se estende sobre seus olhos. Então ressoa no céu a palavra de salvação à qual ele, em vão, aspirava na terra: Redenção, Transfiguração!”


Este monodrama orquestral é reconhecido como o precursor do expressionismo da música. Strauss, no leito de morte, teria dito a seu filho: “Agora posso afirmar-te que tudo o que compus em Morte e Transfiguração era perfeitamente justo: vivi exatamente tudo aquilo nestas últimas horas...”

Os poemas sinfônicos formam a parte mais querida pelo público da obra de Strauss. A grande parte deles foi composta entre 1886 e 1898, nos anos posteriores à estadia em Meiningen. Neles Strauss mostra-se um orquestrador de enorme estatura, do calibre de um Rimsky-Korsakov, de um Ravel. Como o maestro Sir Georg Solti gostava de exagerar, "em Strauss a orquestração é tão fantástica que até quando a música é mal tocada ela soa maravilhosamente bem". Cada um dos poemas sinfônicos de Strauss é um pequeno universo em formas clássicas expandidas, como é o caso de Till Eulenspiegel, um complexo rondó e Morte e Transfiguração, uma forma-sonata bastante modificada.

O conjunto dos poemas sinfônicos de Strauss formam, certamente, o mais criativo e elaborado já composto no gênero, e estão entre as obras mais interessantes do compositor e as mais executadas.

 

 

Vídeo


 


 

 

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

Artigo de Guilherme Nascimento, em:

http://www.filarmonica.art.br/educacional/obras-e-compositores/obra/morte-e-transfiguracao/

Artigo de Emanuel Martinez, em:

http://repertoriosinfonico.blogspot.com.br/2007/09/strauss-richard-morte-e-transfigurao-op.html

IMSLP / Petrucci Music Library

http://bit.ly/1QT0lvW

 

Páginas acessadas em 12/06/2015

Adaptações dos textos: Elza Costa