ConcertinoPortal de pesquisa da música clássica

Os mais famosos compositores da linha do tempo

CATUNDA, EUNICE (1915-1990)

Última modificação : Terça, 02 Fevereiro 2016 16:08


 

 

Eunice do Monte Lima Catunda (Rio de Janeiro, 14 de março de 1915 - São José dos Campos, 3 de agosto de 1990). Compositora, regente, pianista e professora brasileira.

 

Filha do gaúcho Rubens do Monte Lima e da pintora nativista cearense Maria Grauben Bomilcar, iniciou seus estudos de piano com 5 anos de idade com a professora Mima Oswald, filha do compositor Henrique Oswald. Mais tarde teve como professores Oscar Guanabarino e, de 1936 a 1942, Furio Franceschini, Marietta Lion e Camargo Guarnieri.

 

Casa-se em 1934 com o matemático Omar Catunda (Santos, 23 de setembro de 1906 - Salvador, 12 de agosto de 1986)[3] , incorporando o sobrenome do marido. O casal vai residir em São Paulo.

 

Em 1946, Eunice volta para o Rio de Janeiro e torna-se aluna do mentor do grupo Música Viva e introdutor da música dodecafônica no Brasil, Hans-Joachim Koellreutter, que terá grande influência na sua formação. É justamente de 1946 uma de suas principais obras - a cantata Negrinho do pastoreio. Em 1948, juntamente com outros alunos de Koellreutter, realiza viagem de estudos à Itália, onde estuda regência com Hermann Scherchen. Durante o curso, torna-se próxima de seus colegas de curso, Luigi Nono e Bruno Maderna.

 

A partir do final de 1948, sua militância política no Partido Comunista Brasileiro, ao qual era filiada desde 1936, também marca o seu trabalho. As diretrizes estéticas do partido, na época, vinculavam a produção artística à construção da identidade nacional e à transformação social. A frase de Mário de Andrade é bem representativa dessa orientação: "O critério atual da Música Brasileira deve ser não filosófico, mas social. Deve ser um critério de combate." Assim, Eunice acaba por abandonar o Música Viva e distanciar-se dos seus amigos Nono e Maderna, assumindo a perspectiva da arte engajada, nos moldes do realismo socialista.

 

No início dos anos 1950, vai a Salvador, por ocasião de uma manifestação da Campanha pela Paz, promovida pelo PCB, e visita o bairro da Liberdade, onde o partido apoiava a invasão de terrenos baldios por trabalhadores, que ali construíam as suas casas. Essa visita à Bahia é a primeira de uma série, com finalidade de estudos e pesquisas. Depois de assistir à capoeira no terreiro de mestre Waldemar da Paixão, escreve um artigo, publicado em 1952, na revista literária Fundamentos. A compositora passa, no final dos anos 1950, por um período de grande aproximação com o mundo da cultura afro-brasileira, especialmente com o terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, para isso contando com o apoio de Pierre Verger.Eunice Catunda inspirou-se neste universo sonoro para diversas de suas composições, ao longo dos anos 1950.

 

Em 1956, abandona o PCB, em protesto contra a invasão da Hungria.

 

Em 1964, Eunice se separa de Omar Catunda. A partir de então, passa a assinar Eunice Katunda, trocando o C pelo K, para dissociar-se do sobrenome do ex-marido.

 




 

 

FONTE BIBLIOGRÁFICA:

wikipedia.org

Página acessada em 29/01/2016.