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Os mais famosos compositores da linha do tempo

Obra pianística de Frédéric Chopin, A

Última modificação : Sexta, 27 Maio 2016 15:16



 

Nenhum outro grande compositor devotou-se tão exclusivamente ao piano quanto Chopin. Sob todos os pontos de vista um inspirado improvisador, compunha enquanto tocava, tendo dificuldade em anotar suas ideias. Mas era um mero sonhador: seu percurso pode ser visto como uma improvisação cada vez mais sofisticada sobre o princípio clássico de exposição e recapitulação.

 

Em seus anos como concertista, 1828-1832, escreveu peças virtuosísticas brilhantes (por exemplo, os rondós) e música para piano e orquestra. O lado didático de sua carreira é representado pelos estudos, prelúdios, noturnos, valsas, impromptus e mazurkas, peças requintadas de dificuldade moderada. As obras em grande escala - as últimas polonaises, os scherzos, as ballades, as sonatas, a Barcarolle e a dramática Polonaise-fantaisie -, ele as escreveu para si próprio e um pequeno círculo de admiradores. À parte um sentimento patriótico nas danças polonesas, e possivelmente algum fundo narrativo nas ballades, Chopin utilizou um número muito reduzido de referências a ideias literárias, pictóricas ou autobiográficas.

 

É admirado acima de tudo por sua originalidade na exploração dos recursos do piano. Ao mesmo tempo em que seu estilo próprio de tocar ficou famoso pela sutileza e contenção (uma requintada delicadeza contrastando com os aspectos espetaculares do pianismo então reinante em Paris), a maior parte de suas obras tem uma textura simples de melodia com acompanhamento. Dessa base ele extraiu uma infinita variedade, utilizando arpejos de grande extensão, o pedal de sustentação e uma combinação de melodias altamente expressivas, algumas nas vozes interiores. Da mesma forma, apesar da maioria de suas obras ser basicamente em forma ternária, mostra grandes recursos no modo como a recapitulação é variada, retardada, antecipada ou distendida, frequentemente com o acréscimo de uma coda brilhante.

 

A harmonia de Chopin, no entanto, foi nitidamente inovadora. Através de contrastes melódicos, acordes ambíguos, cadências retardadas ou surpreendentes, modulações remotas ou oscilantes (às vezes, muitas em rápida sucessão), sétimas dominantes não resolvidas e, ocasionalmente, excursões no puro cromatismo ou na modalidade, ele levou os procedimentos consagrados de dissonância e tonalidade para territórios até então inexplorado. Essa profunda influência pode ser detectada na música de Liszt, Wagner, Fauré, Debussy, Grieg, Albéniz, Tchaikovsky, Rachmaninov e muitos outros.

 

 

OBRAS

 

Piano solo:

31 mazurkas (opp. 68, 6, 7, 17, 24, 67, 30, 33, 41, 50, 56, 59, 63); 14 noturnos (opp. 72, 9, 15, 27, 37, 48, 55, 62); 14 polonaises (opp. 71, 26, 40, 44, 53); 19 valsas (opp. 69, 70, 18, 34, 42, 64); 4 baladas (opp. 23, 38, 47, 52); 24 prelúdios (op. 28); 27 estudos (opp. 10, 25); 4 impromptus (opp. 66, 29, 36, 51); 4 scherzos (opp. 20, 31, 39, 54); 3 rondós (opp. 1, 5); marchas; variações; Bolero (op. 19); Sonata em si bemol menor (op. 35); Fantaisie em fá menor/Lá bemol maior (op. 49, 1841); Sonata em si menor (op. 58, 1844); Barcarolle em Fá sustenido maior (op. 60, 1846); Polonaise-fantaisie em Lá bemol maior (op. 61, 1846).

 

Piano com orquestra:

Concerto para piano nº 1, em mi menor (1830); Concerto para piano nº 2, em fá menor (1829-1830); Variações sobre 'Là ci darem la mano' em Si bemol maior (op. 2, 1827); Rondo à la Krakowiak em Fá maior (op. 14, 1828); Fantasia brilhante sobre Polish Airs em Lá maior (op. 13, 1828); Andante Spianato e Grande Polonesa Brilhante em Mi-bemol maior (op. 22, 1830-1831).

 

Violoncelo e Piano:

Introdução e Polonesa brilhante em Dó maior (op. 3); Trio para violino, violoncelo e piano em sol menor (op. 8); Sonata para violoncelo em sol menor (op. 65, 1845–46); Grand Duo Concertante em Mi maior sobre temas do "Robert le Diable" (B.70, 1832).

 

Música vocal:

20 músicas com letra em Polonês, para voz e piano.

 

 

Saiba mais sobre Chopin

 

 

 

 

FONTE:

Dicionário Grove de Música, Edição Concisa, 1994 - Edição Língua Portuguesa, Jorge Zahar Editor.