ConcertinoPortal de pesquisa da música clássica

Os mais famosos compositores da linha do tempo

Pauline Oliveros | 87 anos do nascimento

Última modificação : Quinta, 30 Maio 2019 13:23


 

 

Pauline Oliveros

(Houston, 30 de maio de 1932 - Nova Iorque, 25 de novembro de 2016)


Acordeonista, professora e compositora americana, figura central no desenvolvimento da música eletrônica do pós-guerra.

 

Foi membro-fundadora da San Francisco Tape Music Center na década de 1960, onde atuou como diretora. Lecionou no Mills College, na Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD), no Oberlin Conservatory of Music e no Instituto Politécnico Rensselaer. Oliveros escreveu livros, formulou novas teorias musicais e investigou novos modos de focar-se na música, incluindo seus conceitos de "audição profunda" e "consciência sonora".

 

Estudiosa em práticas de meditação, um dos seus trabalhos incluem o Crow Two no qual os músicos se comunicam com a audiência através da telepatia.

 

Audição profunda: Oliveros cunhou o termo deep listening ("audição profunda") em 1991, termo que foi depois usado no nome de seu grupo musical Deep Listening Band, bem como no programa Deep Listening e no Deep Listening Institute, Ltd. (anteriormente conhecido como The Pauline Oliveros Foundation, fundado em 1985). O programa Deep Listening inclui retiros para audições na Europa, Novo México e Nova York, além de cursos e certificados para aprendizes. A Deep Listening Band, que é composta por Oliveros, David Gamper, e Stuart Dempster, especializou-se em tocar e gravar em locais ressonantes ou reverberantes como cavernas, catedrais ou cisternas subterrâneas.

 

Consciência sonora: Von Gunden (1983, p. 105-107) descreve e nomeia uma nova teoria musical, desenvolvida por Oliveros na introdução de sua obra Sonic Meditations e outros artigos, chamada de "consciência sonora". Seria a possibilidade de focar-se conscientemente nos sons musicais e do ambiente, o que exigiria alerta constante e contínua inclinação ao ouvir, sendo comparável ao conceito de consciência visual de John Berger (como dito em sua obra Ways of Seeing). "Consciência sonora é a síntese da psicologia do consciente, da fisiologia das artes marciais e da sociologia do movimento feminista" e descreve dois modos de processar a informação: atenção focal e atenção global, os quais podem ser representados pelo ponto e pelo círculo, nas mandalas que Pauline frequentemente emprega nas composições. Mais tarde essa representação se expandiu, com a mandala cortada em quatro, e cada quarto representando som ativamente feito, som imaginado, audição do som presente, e lembrança do som passado. Este modelo foi usado na composição de sua obra Sonic Meditations. A prática dessa teoria cria "complexas massas de som que possuem um forte centro tonal", pois a atenção focal cria tonalidade e a global cria massas sonoras, timbre flexível, ataque, duração, intensidade, e às vezes altura. A teoria promove sons criados facilmente, como vocais, e diz que "a música deve ser para todos em qualquer lugar".

 

 

Vídeo




 

Copyright © Concertino

Todos os direitos reservados



 

AQUI VOCÊ ENCONTRA MAIS DATAS COMEMORATIVAS